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Gente com rosa na lapela (Parte 2)
02 de Dezembro/Quinta Feira

por Max Lucado

Não é difícil compreender e admirar a sabedoria da Srta. Maynell. Se você quiser conhecer a verdadeira história do coração humano, observe sua reação diante de uma figura sem atrativos. "Diz-me quem amas," escreveu Houssaye, "e dir-te-ei quem és".

Hollis Maynell, contudo, está longe de ser um exemplo para medir o coração de alguém que se interessa pelo que não é belo.

No último sermão registrado por Mateus, Jesus faz exatamente isso. E faz isso não por meio de uma parábola, mas por meio de uma descrição. Não conta uma história, mas descreve uma cena -- a última cena, o juízo final. Em seu último sermão, Jesus coloca em palavras a verdadeira mensagem que Ele colocou em ação: "amar os excluídos".

Não há dúvida quanto o juízo final. Todos estarão lá. Naquele dia Jesus separará as ovelhas dos cabritos, os bons dos maus.

Em que Ele se baseará para fazer essa seleção? Talvez você se surpreenda com a resposta. "Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me."

Qual é a insígnea dos salvos? Sua escolaridade? Sua disposição para visitar países longínquos? Sua capacidade para atrair uma multidão e pregar? Sua habilidade para escrever livros com mensagens de esperança? Seus grandes milagrres? Não.

A insígnea dos salvos é seu amor para com os excluídos.

À direita do Pai estarão aqueles que deram de comer aos famintos, deram de beber aos sedentos, deram calor humano aos abandonados, vestiram os nus, confortaram os enfermos e visitaram os presos.

A insígnea dos salvos é seu amor para com os excluídos.

Você observou como é simples o que Jesus nos pede? Jesus não diz: "Eu estava enfermo e me curastes... Esta preso e me libertastes... estava abandonado e me construístes uma casa de repouro para mim..." Ele não diz: "Tive sede e me destes assistência espiritual."

Sem ostentações. Sem estardalhaço. Sem alardes na imprensa. Apenas pessoas bondosas praticando atos de bondade.

Porque quando praticamos atos de bondade a outas pessoas, praticamos atos de bondades a Deus.

Quando Francisco de Assis deu as costas à riqueza para seguir a Deus com simplicidade, abandonou suas roupas e saiu da cidade. Logo a seguir viu um leproso na beira da estrada. Passou por ele, mas depois parou, deu meia volta e abraçou o homem enfermo. Francisco prosseguiu seu caminho. Depois de dar alguns passos, virou-se para olhar novamente o leproso, mas não viu ninguém.

Durante o resto de sua vida, ele acreditou que o leproso era Jesus Cristo. Talvez ele estivesse certo.

Jesus habita nos esquecidos. Fez morada nos ignorados. Vive no meio dos enfermos. Se quisermos ver a Deus, devemos ir até onde estão os humilhados e os abatidos. É lá que o veremos.

"Ele se torna galardoador dos que o buscam (Hebreus 11.6)" é a promessa. "Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um desses meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes (Mateus 25.40)" é o desígneo.

Talvez você já tenha lido a história de um homem da Filadélfia que foi à uma feira de bugigangas e encontrou uma tela da qual gostou muito. Aquela pintura empoeirada de uma igreja rural custava apenas dois dólares. Estava rasgata e desbotada, mas o homem gostou dela e comprou-a. Ao abri-la quando chegou em casa, caiu de dentro uma folha de papel cuidadosamente dobrado. Era a Declaração da Independência. Aquilo que todos imaginavam ser uma pintura barata de feira de bugigangas continha uma das cem cópias originais da Declração da Independência dos EUA impresa em 4 de julho de 1776.

Surpresas valiosas são encontradas nos lugares mais impossíveis. A lição da feira de bugigangas se aplica à vida. Faça um investimento nas pessoas que o mundo rejeitou -- o sem-teto, o aidético, o órfão, o divorciado -- e talvez você descubra onde se encontra a sua independência.

A mensagem de Jesus é arrebatadora: "A maneira como você os trata é a maneira como também me trata."

Dentre todos os ensinamentos de Cristo em sua última semana, para mim esse é o mais pungente. Gostaria que ele não tivesse dito o que disse. Gostaria que Ele tivesse dito que a insígnea dos salvos é a quantidade de livros que escreveram, porque já escrevi vários. Gostaria que Ele tivesse dito que insígnea dos salvos é a quantidade de sermões que pregaram, porque já preguei centenas. Gostaria que Ele tivesse dito que a insígnea dos salvos é a quantidade de pessoas que conseguiram atrair, porque já falei a milhares.

Mas Ele não disse isso. Suas palavras me dizem que aqueles que vêem Cristo são os que vêem os sofredores. Se você quiser ver Jesus, vá até uma casa de repouso, sente-se ao lado de uma senhora idosa, e ajude-a a colocar a colher na boca. Se quiser ver Jesus, vá até o hospital público e peça à enfermeira que o leve até alguém que nunca recebe visitas. Se quiser ver Jesus, saia do escritório, desça até o saguão e converse com o homem que está arrependido de ter se divorciado e está sentindo a falta dos filhos. Se quiser ver Jesus, vá até o centro da cidade e ofereça um sanduíche -- não um sermão, mas um sanduíche -- àquela senhora maltrapilha que mora debaixo do viaduto.

Se quiser ver Jesus... veja os mal-apessoados e os esquecidos.

Você poderá dizer que se trata de um teste. Um teste para medir a profundidade do nosso caráter. O mesmo teste que Hollis Maynell utilizou com John Blanchard. Os rejeitados do mundo usando rosas. Assim como John Blanchard, temos às vezes de adaptar nossas expectativas. Temos às vezes de reexaminar nossos motivos.

Se ele tivesse virado as costas à uma figura sem atrativos, teria perdido o amor de sua vida.

Se nós virarmos as costas, poderemos perder muito mais.

Notas:

Traduzido por Maria Emília de Oliveira
Extraído de And The Angels Were Silent
© 1992 de Max Lucado


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Gente com rosa na lapela (Parte 1)
29 de Novembro/Segunda Feira

por Max Lucado

John Blanchard levantou-se do banco, ajeitou o uniforme do Exército e obserou a multidão que tentava abrir caminho na Estação Ferroviária Central de Nova York. Procurou avistar a moça cujo coração ele conhecia, mas não o rosto - a moça com a rosa. Seu interesse por ela começara treze anos antes, em uma biblioteca da Flórida. Ao retirar um livro da estante, ele ficou intrigado, não com as palavras impressas, mas com as anotações escritas à mão na margem. A letra delicada indicava ser a de uma pessoa ponderada e sensível. Na primeira página do livro, ele descobriu o nome da proprietária anterior: Srta. Hollies Maynell. Depois de algum tempo e de várias tentativas, conseguiu localizar o endereço dela. Morava em Nova York. Escreveu-lhe uma carta apresentando-se e propondo uma troca de correspondência. No dia seguinte, ele foi convocado para servir em uma base do outro lado do oceano. Era a Segunda Guerra Mundial. Durante os treze meses seguintes, os dois passaram a se conhecer por correspondência. Cada carta era uma semente caindo em um coração fértil. Florecia um romance. Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou-se a enviar. Achava que, se ele realmente gostasse dela, não haveria necessidade da fotografia. Quando ele retornou da Europa, marcaram o primeiro encontro às 19 horas na Estação Ferroviária Central de Nova York. "Você me reconhecerá", ela escreveu, "pela rosa que estarei usando na lapela." Assim, às 19 horas, Blanchard estava na estação à espera da moça cujo coração ele amava, mas cujo rosto nunca vira. Deixemos que o próprio Blanchard conte o que aconteceu.

...
Em minha direção vinha uma jovem alta e esbelta. Seus cabelos loiros encaracolados caíam pelos ombros, deixando à mostra delicadas orelhas; os olhos eram azuis da cor do céu. Os lábios e o queixo tinham uma firmeza suave; trajando um costume verde-claro, parecia a própria chegada da primavera. Comecei a caminhar em sua direção sem notar que não havia rosa em sua lapela. Quando me aproximei, um sorriso leve e provocante brotou-lhe nos lábios. "Gostaria de me acompanhar, marujo?" ela murmurou. De maneira quase incontrolável, dei um passo em sua direção, e foi então que avistei Hollies Maynell. Ela estava em pé atrás da jovem. Aparentava bem mais de quarenta anos, e seus cabelos, presos sob um chapéu surrado, deixavam entrever alguns fios brancos. Seu corpo era roliço, tinha tornozelos grossos e usava sapatos de salto baixo. A moça de costume verde-claro distanciava-se rapidamente. Senti-me dividido, desejando ardentemente segui-la, mas ao mesmo tempo, profundamente interessado em conhecer a mulher cujo entusiasmo me acompanhara e me sustentara. E lá estava ela. Seu rosto redondo e pálido estampava delicadeza e sensibilidade; os olhos cinzentos irradiavam meiguice e bondade. Não hesitei. Peguei o pequeno livro azul, de capa de couro, para me identificar. Não seria um caso de amor, mas poderia ser algo precioso, algo talvez melhor que amor, uma amizade pela qual eu era e seria eternamente grato. Endireitei os ombros, cumprimentei e entreguei o livro à mulher, apesar de sentir-me sufocado pela amargura do meu desapontamento enquanto lhe dirigia a palavra. "Sou o Tenente John Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou satisfeito por você ter vindo encontrar-me. Aceita um convite para jantar?" No rosto da mulher surgiu um sorriso largo e bondoso. "Não sei do que se trata, filho", ela respondeu, "mas a jovem de costume verde, que acabou de passar por aqui, pediu-me que usasse esta rosa na lapela e instruiu-me também que, se você me convidasse para jantar, eu deveria dizer que ela está à sua espera no restaurante do outro lado da rua. Ela me contou que se tratava de uma espécie de teste!"

Notas:

Traduzido por Maria Emília de Oliveira
Extraído de And The Angels Were Silent
© 1992 de Max Lucado

Fonte: http://www.irmaos.com/

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Bueiros abertos e pecados repentinos (Parte 2)
22 de Novembro/Segunda Feira

Ninguém que esteja lendo estas palavras está livre da tragédia do pecado repentino. Ninguém está imune a esta armadilha de perdição. Este demônio dos infernos pode escalar a mais alta parede do mosteiro, penetrar na fé mais profunda e execrar o lar mais puro.

Alguns de vocês sabem exatamente do que estou falando. Vocês poderiam descrever isto em palavras melhores que as minhas, não? Alguns de vocês, como eu, caem tão freqüentemente que o hálito de Satanás está longe de ser uma simples força de expressão. Você pede perdão a Deus tão freqüentemente que começa a pensar que o poço de misericórdia pode secar.

Quer aguçar suas defesas um pouco mais? Precisa de ajuda para reforçar sua artilharia? Já caiu no bueiro um número suficiente de vezes? Então considere as idéias a seguir.

Primeiramente, reconheça Satanás. Nossa guerra não é contra a carne e o sangue, mas contra o próprio Satanás. Faça como Jesus fez quando Satanás o tentou no deserto. Chame-o pelo nome. Arranque sua máscara. Denuncie seu disfarce. Ele aparece nos trajes mais inocentes: uma noite com os amigos, um bom livro, um filme popular, uma vizinha bonita. Mas não deixe que ele o faça de bobo! Quando o desejo de pecar mostra sua face horrível, olhe diretamente nos olhos dele e diga com firmeza: "Para trás, Satanás!". "Desta vez não, seu cão dos infernos! Já caminhei por seus becos malcheirosos antes. Volte para a cova de onde você veio!". Não importa o que acontecer, não flerte com este anjo caído. Ele vai moê-lo como trigo.

Segundo, aceite o perdão de Deus. Romanos 7 é a carta de alforria para aqueles que apresentam uma tendência a cair. Veja o versículo 15: "Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e, sim, o que detesto".

Parece familiar? Continue lendo. Versículos 18 e 19: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum: pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço".

Olha só, Paulo andou lendo meu diário!

"Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" (v. 24).

Paulo, por favor, não pare por aí! Não há um oásis nesta sequidão da culpa? Há sim. Agradeça a Deus e beba profundamente de sua palavra enquanto lê os versículos 25 e 1 do capítulo 8: "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado. Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus".

Amém. Aqui está. Você leu direito. Sublinhe este versículo em sua Bíblia, se desejar. Não existe condenação para aqueles que estão em Cristo. Absolutamente nenhuma. Busque a promessa. Memorize estas palavras. Aceite a limpeza. Jogue a culpa fora, Louve a Deus e... esteja atento aos bueiros abertos.

Notas:

Traduzido por Emirson Justino da Silva
Extraído de On the Anvil, de Max Lucado. Copyright © 1995 de Max Lucado. Usado com permissão.

Fonte: http://www.irmaos.com/

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Bueiros abertos e pecados repentinos (Parte 1)
18 de Novembro/Quinta Feira

por Max Lucado

"É mais fácil ficar fora do que sair."
Mark Twain

Tudo acontece rapidamente. Num minuto, você está andando tranqüilamente e, no outro, está caído com os olhos arregalados. Satanás abre a tampa do bueiro e uma tarde tranqüila se transforma numa história de horror. Você cai, ciente de que caiu, mas incapaz de controlar a situação. Bate o rosto no fundo do poço e fica perdido na escuridão. Inala a podridão do maligno e senta-se na sarjeta de Satanás até que ele o cuspa em direção à calçada, confuso e aturdido.

Este é o padrão do pecado repentino. Você se identifica com isso? Apenas alguns pecados são premeditados e planejados. Muitos de nós estaríamos aptos a se alistar nos grupos estratégicos dos exércitos de Satanás. Gastamos nosso tempo evitando o pecado, não planejando-o. Mas, não pense, nem por um minuto, que, pelo fato de não desejarmos cair, não cairemos. Satanás tem uma estratégia especial para você e ele somente a põe em prática quando você não está olhando.

O covarde pai da mentira não ousa encará-lo de frente. Não senhor. Não espere que o chefe dos demônios o desafie para um duelo. Ele não tem integridade para pedir-lhe que se prepare e levante a guarda. Ele joga sujo.

Ele é o mestre do alçapão e autor dos momentos de fraqueza. Espreita até o momento que você está de costas. Espera suas defesas fraquejarem. Aguarda pelo momento em que o gongo bate e você está se dirigindo ao seu corner para descansar. Então, aponta os dardos para o seu ponto mais fraco e...

Na mosca! Você perde a calma, cobiça. Cai e se arrasta. Toma uma bebida, beija uma mulher. Segue a multidão. Racionaliza. Diz "sim". Assina seu nome. Esquece-se de quem você é. Entra no quarto dela, olha pela janela, quebra sua promessa. Compra a revista, mente, deseja. Bate o pé e segue seu próprio caminho.

Você nega seu mestre.

É Davi desnudando Bate-Seba. É Adão aceitando o fruto das mãos de Eva. É Abraão mentindo acerca de Sara. É Pedro negando que conhecia Jesus. É Noé, bêbado e nu em sua tenda. É Ló, deitando-se com suas próprias filhas. É o seu pior pesadelo. É repentino. É pecado.

Satanás anula nossa consciência e provoca um curto-circuito em nosso auto-controle. Sabemos o que estamos fazendo e, ainda assim, não acreditamos que estamos fazendo aquilo. No meio do nevoeiro da fraqueza, temos o desejo de parar, mas não encontramos forças para fazê-lo. Queremos nos virar, mas nossos pés não se movem. Queremos correr mas, infelizmente, queremos ficar.

É o adolescente no banco de trás do carro. É o alcoólatra tomando "apenas mais uma". É o chefe tocando as mãos da secretária. O marido entrando na sex shop. A mãe perdendo a paciência. O pai espancando o filho. O jogador perdendo dinheiro nas apostas. O crente perdendo o controle. E Satanás firmando o pé.

Confusão, culpa, racionalização, desespero. É tudo isso. Coisas que batem forte. De repente, nos vemos cambaleando e dizendo: "Deus, o que foi que eu fiz? Devo contar a alguém? Nunca mais farei isso. Meu Deus, o Senhor pode me perdoar?".

Notas:

Extraído de On the Anvil, de Max Lucado. Copyright © 1995 de Max Lucado. Usado com permissão.

Fonte: http://www.irmaos.com/

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A Capela - Onde o homem fecha a boca (Parte 2)
11 de Novembro/Quinta Feira


Jó nem mesmo teve tempo de exprimir sua dor, antes de ver a lepra em suas mãos, e os furúnculos em sua pele. Sua esposa, alma compassiva que era, aconselhou-o a amaldiçoar Deus e morrer. Seus quatros amigos vieram, com a delicadeza de uma britadeira, dizer-lhe que Deus é bom, e que o sofrimento é conseqüência do mal; e tão certo como dois mais dois são quatro, Jó deveria ter algum registro criminal em seu passado, para sofrer tanto.

Cada um deu sua própria interpretação de Deus, e falou - longa e sonoramente - sobre quem é Deus, e por que ele fizera tudo aquilo. Eles não eram os únicos falando sobre Deus. Quando seus acusadores faziam uma pausa, Jó dava-lhes uma resposta.

Abriu Jó sua boca...(3.1).
Então, respondeu Elifaz, o temanita...(4.1).
Então Jó respondeu...(6.1).
Então respondeu Bildade, o suíta...(8.1).
Então, Jó respondeu e disse...(9.1).
Então respondeu Zofar, naamatita... (11.1).

Este pingue-pongue verbal continua por vinte e três capítulos. Finalmente, Jó tem o bastante destas "contestações". Chega de bate-papo. É hora do tom fundamental do discurso. Ele agarra o microfone com uma mão, o púlpito com a outra, e vai em frente. Por seis capítulos, Jó dá a sua opinião sobre Deus. Desta vez, o capítulo registra: "E, prosseguindo Jó", "E, prosseguindo Jó", "E, prosseguindo Jó". Ele define, explica e revisa Deus. Parece que Jó sabe mais sobre Deus do que Ele próprio!

Lemos trinta e sete capítulos do livro, antes que Deus limpe a garganta para falar. O capítulo trinta e oito começa com estas palavras: "Então, o Senhor respondeu a Jó."

Se sua Bíblia é igual a minha, há um engano neste versículo. As palavras estão corretas, porém o impressor usa os tipos de tamanho errado. As palavras deveriam estar escritas assim:

ENTÃO, O SENHOR RESPONDEU A JÓ!

Deus fala. Faces voltam-se ao céu. Ventos curvam as árvores. Vizinhos encolhem-se nos refúgios. Gatos apressam-se para o alto das árvores, e cachorros metem-se no mato. "Está ventando, meu bem. É melhor tirar a roupa do varal". Deus mal abrira a boca, e Jó soube que deveria ter calado sua mágoa.

Perguntar-te-ei, e tu, responde-me. Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam? (Jó 38.3-7).

Deus inunda o céu com perguntas. Jó compreende: Apenas Deus define Deus. Você precisa conhecer o alfabeto antes de poder ler. Deus conscientiza Jó: "Você não sabe nem o ABC do céu, quando mais o vocabulário". Pela primeira vez Jó está quieto. Silenciado por uma torrente de indagações.

Ou entraste tu até as origens do mar, ou passeaste no mais profundo do abismo, ou entraste tu até os tesouros da neve e viste os tesouros da saraiva...? Ou darás tu força ao cavalo, ou revestirás o seu pescoço de crinas? Ou espantá-lo-ás, como ao gafanhoto? Ou voa o gavião pela tua inteligência, estendendo as suas asas para o sul? (Jó 38.16,22 - 39.19,20,26)

Jó mal tem tempo de sacudir a cabeça diante de uma questão, antes que Deus faça a outra. A insinuação do Pai é clara: "Tão logo você seja capaz de lidar com assuntos tão simples como a quantidade das estrelas e o estiramento do pescoço da avestruz, teremos uma conversa sobre dor e sofrimento. Mas até então, podemos passar sem os seus comentários".

Jó captou a mensagem? Penso que sim. Ouça-lhe a resposta: "Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho sobre minha boca".

Note a mudança. Antes de ouvir Deus, Jó não podia falar o bastante. Após ouvi-lo, não pôde falar de jeito algum.

O silencio foi a única resposta apropriada. Houve uma ocasião na vida de Thomas Kempis, na qual também foi preciso fechar a boca. Ele havia escrito profusamente sobre o caráter de Deus. Porém um dia, Deus confrontou-o com tal graça divina que, a partir daquele momento, todas as palavras de Kempis "pareciam palha". Ele pousou a caneta e nunca mais escreveu uma linha. Ele calou-se.

A palavra para tais momentos é reverência.

A sala para tais momentos é a capela.

A frase para a capela é "Santificado seja o teu nome".

Um corte acima

Esta frase é uma petição, não uma declaração. Um pedido, não um anúncio. Santificado seja o teu nome. Entramos na capela e imploramos: "Seja santificado, Senhor. Faça o que for preciso para ser santificado em meu viver. Tome o lugar que lhe pertence por direito no trono. Seja exaltado. Seja magnificado. Seja glorificado. Tu és Senhor, e eu estarei calado".

A palavra santificado vem da palavra santo, que significa "separado". O termo remonta a uma antiga palavra que significa "cortar". Ser santo, então, é ser cortado acima da norma, superior, extraordinário. (...) O Deus santo habita num plano diferente do restante de nós. Aquilo que nos amedronta, a Ele não mete medo. O que nos preocupa não preocupa a Ele.

Sou mais um marinheiro de água doce do que um lobo-do-mar, mas estive num barco suficiente para conhecer o segredo de como achar terra em uma tempestade... Você não visa outro barco. Você, certamente, não se concentra nas ondas. Você firma a vista em um objeto não afetado pelo vento - uma luz na costa - e segue reto em sua direção. A luz não é afetada pela tempestade.

Buscando a Deus na capela, você faz o mesmo. Quando você firma a vista em nosso Deus, está focalizando alguém "um corte acima" daquilo que quaisquer tempestade na vida possam trazer.

Como Jó, você acha paz no sofrimento.

Como Jó, você fecha a boca e fica em silêncio.

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus" (Sl 46.10). Este versículo contém uma ordem como promessa.

A ordem?

Aquiete-se.
Feche a boca.
Dobre os joelhos.

A promessa? Você saberá que eu sou Deus.

O navio da fé viaja sobre as águas. O crente passeia nas asas da espera.

Demore-se na capela. Demore-se muitas vezes na capela. Em meio às suas tempestades diárias, faça questão de aquietar-se, e fite os olhos nEle. Deixe Deus ser Deus. Deixe que Ele o banhe em sua glória, para que sua respiração e seus problemas sejam sugados de sua alma. Esteja em silêncio. Esteja quieto. Esteja ciente e disposto. Então você saberá que Deus é Deus; você não pode ajudar, mas confessar: "Santificado seja o teu nome".

Notas:

Traduzido por Marta Doreto de Andrade
Extraído de The Great House of God, © 1997 de Max Lucado

Fonte: http://www.irmaos.com/

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A Capela onde o Homem Fecha a Boca (parte 1)
09 de Novembro/Terça Feira

"Santificado seja o teu nome..."

Quando morei no Brasil, levei minha mãe e sua amiga para conhecer Foz do Iguaçu, a maior cachoeira do mundo. Algumas semanas antes, eu tornara um perito em cataratas, lendo um artigo na revista National Geographic. Certamente, pensava eu, minhas hóspedes apreciarão a boa sorte de me terem como guia.

Para alcançar o mirante, os turistas devem percorrer uma trilha sinuosa, que os leva através da floresta. Aproveitei a caminhada para fazer à minha mãe e à sua amiga um relato da natureza de Iguaçu. Estava tão cheio de informações, que tagarelei o tempo todo. Após alguns minutos, entretanto, surpreendi a mim mesmo falando cada vez mais alto. Um som à distância forçava-me a elevar a voz. A cada volta da trilha, eu aumentava o volume. Finalmente, eu estava gritando acima do ruído, o que era completamente irritante. Qualquer que fosse aquele barulho, eu preferia que o desligassem até eu terminar minha preleção.

Só depois de chegar à clareira, compreendi que o ruído que ouvíamos era a cachoeira. Minhas palavras foram abafadas pela força e o furor daquilo que eu estivera tentando descrever. Não pude mais ser ouvido. Ainda que eu pudesse, não tinha mais uma audiência. Mesmo minha mãe preferia ver o esplendor a ouvir minha descrição.Calei a boca.

Há ocasiões em que o falar profana o momento... O silêncio representa o mais elevado respeito. A palavra para tais ocasiões é reverência. A oração para estes momentos é "Santificado seja o teu nome". E o lugar para esta oração é a capela.

Se há paredes, você não as percebe. Se há bancos, você não precisa deles. Seus olhos estão fixos em Deus, e seus joelhos, no chão. No centro da sala há um trono, e, perante o trono, um banco no qual se ajoelhar.

Não se preocupe em ter as palavras certas; preocupe-se antes em ter o coração certo. Não é eloqüência que Ele procura, apenas honestidade.

A hora de estar em silêncio

Esta foi a lição aprendida por Jó. Se ele cometera uma falta, esta fora a sua língua. Ele falara demais.

Não que alguém pudesse culpá-lo. A calamidade arremetera sobre o homem como um leão sobre um rebanho de gazelas, e quando o alvoroço passou, não restara praticamente uma parede em pé, ou um ente querido vivo. Os inimigos haviam trucidado as boiadas, e os raios, destruído os rebanhos. Ventos fortes deixaram soterrados nos escombros os seus filhos que festejavam.

E esse fora apenas o primeiro dia.

Notas:

Traduzido por Marta Doreto de Andrade
Extraído de The Great House of God, © 1997 de Max Lucado

Fonte:http://www.irmaos.com

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O doce som do segundo violino
24 de Agosto/Terça Feira

Por milhares de anos, o relacionamento tem sido perfeito. Muito antes de que alguém possa lembrar, a lua tem fielmente refletido os raios do sol na noite escura. Foi a melhor dupla no universo. Outras estrelas e planetas se maravilhavam na confiança do time. Geração após geração dos habitantes da Terra ficaram fascinados com a reflexão. A lua tornou-se o símbolo do romance, das altas expectativas e até mesmo de versos infantis.

“Brilhe, lua”, as pessoas cantavam. E ela brilhava. Bem, de certo modo ela brilhava. Veja, a lua não brilhava de verdade. Ela refletia. Ela recebia a luz que lhe era entregue pelo sol e a redirecionava em direção a Terra. Uma simples tarefa de receber a iluminação e compartilhá-la.

Você pensaria que tal conjunto duraria para sempre. Quase durou. Mas um dia, uma estrela que estava por perto colocou uma ideiazinha na cabeça da lua.

“Deve ser duro ser uma lua,” a estrela insinuou.

“O que você quer dizer com isso? Eu amo ser uma lua! Tenho um importante trabalho a fazer. Quando fica escuro, as pessoas me procuram para ajudá-las. E eu olho para o sol. Ele me dá o que eu preciso e eu dou às pessoas o que elas precisam. As pessoas dependem de mim para iluminar seu mundo. E eu dependo do sol.”

“Então, você e o sol devem ser bem unidos.”

“Unidos? Ora, somos como Huntley e Brinkley, Hope e Crosby, Benny e Day...”

“Ou talvez Edgar Bergen e Charlie McCarthy?”

“Quem?”

“Você sabe, o homem e o fantoche.”

“Bem, eu não sei sobre o fantoche.”

“É exatamente isso que eu estou falando. Você é o fantoche. Você não tem luz própria. Você depende do sol. Você é o ajudante. Você não tem nenhuma fama por si só.”

“Fama por si só?”

“É, você tem tocado o segundo violino por muito tempo. Você precisa andar por si só.”

“O que você quer dizer?”

“Eu quero dizer parar de refletir e começar a produzir. Faça suas próprias coisas. Seja seu próprio chefe. Faça com que as pessoas te vejam por quem você realmente é.”

“Quem sou eu?”

“Bem, você é, ah, bem, é o que você precisa descobrir. Você precisa descobrir quem você é.”

A lua parou e pensou por um momento. O que a estrela disse fazia sentido. Apesar de nunca ter considerado isso, a lua de repente estava a par de todas as injustiças daquela relação.

Por que era ela que deveria trabalhar no turno noturno todo o tempo? Por que deveria ser ela a ser pisada pelos astronautas primeiro? E por que deveria ser sempre ela a acusada de causar as ondas? E por que os cachorros e lobos não uivam para o sol para variar?

“Você está certa! declarou a lua. Já é hora de termos uma igualdade solar-lunar aqui.”

“Agora você falou e disse,” estimulou a estrela. “Vá descobrir a verdadeira lua!”

Esse foi o começo da separação. Ao invés de voltar a sua atenção para o sol, a lua começou a prestar atenção em si mesma.

Ela começou um processo de alto-engrandecimento. Depois disso tudo, seu aspecto foi uma desgraça, toda cheia de crateras e tudo mais. Seu guarda-roupas foi tristemente limitado a três tamanhos; de corpo inteiro, meio molde e um quarto blindado. E sua cor foi um amarelo anêmico.

* * *

Então, com determinação,

Ela arrumou geleiras. Ela mudou sua aparência incluindo novas formas como triangular e quadrada. E para a coloração, ela optou por um laranja punk rock. “ Ninguém vai mais me chamar de cara de queijo.”

A nova lua estava magra e em forma. Sua superfície estava tão suave quanto um bumbum de nenen. Tudo estava bem por enquanto.

No começo, seu novo visual a deixou aquecida em seu próprio luar. Os meteoros que passavam parariam para visitá-la. Estrelas distantes a telefonariam e elogiariam. As luas colegas a convidariam para suas órbitas para assistir “As the World Turns”.

Ela tinha amigos. Ela tinha fama. Ela não precisava do sol – até que as coisas mudaram. De repente, “punk” estava fora de uso e “prep” estava na moda. Os elogios acabaram e as risadinhas começaram enquanto a lua tinha dificuldade em perceber que estava fora da moda. Assim que ela percebeu e mudou o laranja para pinstrip, a moda passou para country.

Foi uma dolorosa pancada na sua superfície que a fez finalmente se perguntar, “Pra que tudo isso?” Um dia você está na capa da revista e no outro já foi esquecida. Vivendo para o aplauso dos outros não dá certo.

Pela primeira vez desde que ela começou sua campanha para achar-se, a lua se lembrou do sol. Ela lembrou de momentos dos bons milênios quando os elogios não a interessavam. O que as pessoas achavam dela não interessava uma vez que seu negócio não era fazer com que as pessoas olhassem para ela. Qualquer elogio que vinha era rapidamente passado para o chefe. A idéia do sol era iluminar a lua. “Ela tem me feito um favor”.

Ela olhou para a Terra. Os habitantes da Terra tiveram um show e tanto. Eles não sabiam o que esperar: primeiro punk, depois preppie, agora country. Consultores de moda em Las Vegas estavam fazendo apostas se o novo estilo da lua seria chic ou macho. Ao invés de ser a luz de seu mundo, ela era alvo de piadas.

Mas era o frio que mais a incomodava. A falta da luz do sol a deixou com muito frio. Nenhum aquecimento. Nenhum brilho. Seu casaco de corpo inteiro não ajudava. Não poderia ajudar; o calafrio vinha de dentro, um arrepio gelado do fundo do seu ser que a deixava fria e sozinha.

Era exatamente assim que ela estava.

Uma noite enquanto olhava as pessoas andando no escuro, ela percebeu a futilidade daquilo tudo. Ela lembrou do sol. Ele me deu tudo que eu precisava. Eu tinha um propósito. Eu estava aquecida. Eu estava feliz. Eu era... eu era o que fui feita para ser.

De repente, ela sentiu o velho e antigo calor. Ela se virou e lá estava o sol. O sol nunca tinha saído de lá. “Estou feliz que você tenha voltado,” disse o sol. “Vamos voltar ao trabalho.”

“Pode apostar!” concordou a lua.

Ela tirou o casaco. A forma redonda voltou e uma luz era vista no céu escuro. Uma luz ainda mais brilhante foi vista no céu escuro. Uma luz mais brilhante.

E a partir desse dia, sempre que o sol brilha e a lua reflete e a escuridão é iluminada, a lua não reclama ou fica com inveja. Ela faz o que tem que fazer.

A lua brilha.


Fonte: http://www.irmaos.com

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Vinho novo em odre velho
05 de Agosto/Quinta Feira

por Max Lucado

Jamais me esquecerei de Steven. Encontrei-me com ele na cidade de St. Louis. Seus 23 anos de vida tinham sido duros: seu braço picado pela agulha e seu pulso marcado pela faca. Seu orgulho estava em seus punhos e sua fraqueza era a sua namorada.

A primeira resposta de Steven ao amor foi belíssima. Quando lhe contamos a história de Jesus, seu rosto duro enterneceu-se e seus olhos escuros dançaram. Ele queria mudar.

Mas, a namorada não pensava do mesmo modo. Ela ouvia com toda aparência de boa vontade e mostrava-se muito doce, mas seu coração estava preso as trevas. Qualquer mudança em Steven logo se perdia com as manobras dela, fazendo com que voltasse aos velhos hábitos. Ela era a última coisa entre ele e o Reino. Suplicamos que a deixasse, pois ele estava tentando colocar vinho novo num odre velho.

Durante vários dias lutou consigo mesmo, a fim de tomar uma decisão e finalmente concluiu: não podia deixá-la.

A última vez que vi Steven ele chorou... chorou... chorou incontrolavelmente. Abracei aquele homem forte e constatei que a profecia de Jesus era realmente verdadeira... ao colocar o seu vinho em odre velho... ele se perdeu.

Você tem qualquer odre que precisa ser jogado fora? O seu, talvez seja um velho vício - comida, roupas, jóias, sexo, ou hábito antigo como a maledicência ou palavrão. Ou talvez, como Steven, uma antiga relação.

Nenhuma amizade ou romance vale a perda de sua alma. Arrependimento significa mudança, transformação. E para isso é necessário livrar-se de tudo que não pode coexistir com Cristo.

Fonte: http://www.irmaos.com/

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O nome de Deus em seu coração
01 de Agosto/Domingo

por Max Lucado

"Torre forte é o nome do Senhor; para ela corre o justo, e está seguro” Provérbios 18:10.

Quando você estiver confuso com o futuro, vá ao Jehovah-raah, seu pastor cuidadoso. Quando você estiver ansioso pelas coisas necessárias à sua vida, fale com o Jehovah-jireh, o Senhor das provisões. Seus desafios estão grandes demais? Peça a ajuda do Jehovah-shalom, o Senhor é paz. Seu corpo está doente? Suas emoções estão enfraquecidas? Jehovah-rophe, o Senhor que cura você, irá vê-lo. Você se sente como um soldado acuado atrás das linhas inimigas? Encontre refúgio em Jehovah-nissi, o Senhor é a minha bandeira.

Meditar nos nomes de Deus lembra você do caráter de Deus. Pegue esses nomes e carregue-os em seu coração.

Deus é
o pastor que guia,
o Senhor que providencia,
a voz que traz paz na tempestade,
o médico que cura os males
e a bandeira que conduz o soldado.

Notas:

Traduzido por Paulinho Degáspari
Texto extraído do site www.maxlucado.com


Fonte:http://www.irmaos.com/

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Quem empurra o seu balanço?
10 de Julho/Sábado

As crianças gostam de balançar. Não há nada como isso. Levantar os pés em direção ao céu, inclinar-se tanto para trás que tudo parece estar de cabeça para baixo, árvores girando, o estômago pulando em sua garganta... ah, que bom balançar!

Aprendi muito sobre confiança num balanço. Quando eu era pequeno, só confiava em algumas pessoas para empurrar meu balanço. Se quem empurrava era alguém de confiança (como papai, mamãe, etc.) essa pessoa podia fazer o que quisesse. Podia virar-me, torcer-me parar-me...eu gostava de tudo! Gostava por confiar na pessoa que empurrava o balanço. Mas quando algum estranho fazia isso (o que sempre acontecia nas reuniões da família ou nos piqueniques de 04 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos) a coisa era diferente. Quem podia saber o que ele faria? Quando um estranho empurra seu balanço, você fica tenso, se encolhe e se agarra com toda força.

Não é nada agradável quando seu balanço está nas mãos de alguém que você não conhece.

Por falar em balanços, você se lembra quando Jesus acalmou a tempestade? Não foi uma chuva leve de primavera, Mateus chamou-a de "grande tempestade" (seismos) que é o termo para terremoto. As ondas eram tão altas que o barco foi varrido por elas. As tempestades no Mar da Galiléia podem ser terríveis. Barclay, um grande comentarista sobre a Bíblia, nos conta: "Do lado oeste da água ficam as montanhas com vales e desfiladeiros; quando um vento frio sopra do ocidente, esses vales e desfiladeiros agem como funis gigantescos. O vento fica preso neles e se abate sobre o lago com violência selvagem".

Aquela não era de forma alguma uma chuva de primavera, mas uma tempestade esplêndida. Ela mostrou-se suficientemente aterradora para encher de medo os doze discípulos. Mesmo um pescador veterano como Pedro sabia que esta tempestade podia ser a última para eles. Com medo e água correndo pelo rosto, eles foram então acordar Jesus.

Foram fazer o que? Jesus dormir? As ondas sacudindo o barco como pipocas numa pipoqueira e Jesus não acordou? A água inundando o convés e ensopando os marinheiros, enquanto Jesus sonhava? Como podia ele dormir durante uma tempestade daquelas?

Isso é simples. Ele sabia quem estava empurrando o balanço.

Os joelhos dos discípulos tremiam porque o balanço deles estava sendo empurrado por um estranho. Mas isso não acontecia com Jesus. Ele podia sentir-se em paz na tempestade.

Vamos aprender disto uma lição. Vivemos num mundo tempestuoso. Enquanto escrevo, guerras estão sendo travadas em ambos os hemisférios de nosso globo. O conflito mundial é uma ameaça constante em toda parte. Os empregos escasseiam. O dinheiro não dá. A recessão tornou-se um termo demasiado familiar.

Em todo lugar que olho, vejo ocorrerem tempestades particulares. Mortes na família, casamentos infelizes, corações partidos, noites solitárias. Alguns desistem, outros cedem, outros renunciam. Devemos nos lembrar de quem está empurrando o balanço. É preciso colocar nele nossa confiança. Não podemos ter medo. Ele não nos deixará cair.

Autor: Max Lucado

Fonte: http://www.irmaos.com/

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Judas, o homem que nunca soube o que era conhecer
06 de Julho/Terça Feira

"Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (João 4:24).

Eu fico pensando às vezes como Judas era. Qual a sua aparência, como agia, quem eram seus amigos.

Acho que pintei em minha mente um retrato dele. Sempre o imaginei como um homem magro, de olhos redondos e negros, astucioso, vil; com barba pontuda e tudo. Minha idéia o mostrava distanciando dos outros apóstolos. Sem amigos. Remoto. Ele era sem dúvida desonesto e traiçoeiro. Provavelmente produto de um lar destruído. Um delinqüente juvenil na adolescência.

Fico porém me perguntando se isso é mesmo verdade. Não temos qualquer evidência (salvo o silêncio de Judas), sugerindo seu isolamento. Há pouca razão para crer que fosse desonesto. De fato, ele cuidava da tesouraria. Ninguém poria um ladrão para tomar conta do dinheiro. Na última ceia, quando Jesus disse que seu traidor estava sentado' à mesa, não vemos os apóstolos se voltarem imediatamente para Judas como o culpado lógico.

Penso que julgamos Judas erroneamente. Ele talvez fosse o oposto disso tudo. Em lugar de astucioso e magro, quem sabe era robusto e jovial. Em vez de calado e introvertido, poderia ter sido falante e bem-intencionado. Não sei.

Mas, apesar de tudo que não sabemos sobre Judas, de uma coisa temos certeza: ele não tinha um relacionamento com o Mestre.

Ele viu Jesus, mas não o conheceu. Ele ouviu Jesus, mas não compreendeu. Tinha religião, mas não comunhão.

Ao rodear a mesa no cenáculo, Satanás procurava um tipo especial de homem para trair o Senhor. Precisava de um homem que tivesse visto Jesus, mas não o conhecesse.De alguém que soubesse dos atos de Jesus, mas não atentasse na sua missão. Judas era esse homem. Ele conhecia o império, mas jamais conheceu o Homem.

Aprendemos esta lição eterna do traidor. As melhores armas de destruição de Satanás não estão fora, mas dentro da igreja. Nenhuma igreja morrerá por causa da imoralidade em Hollywood ou da corrupção em Brasília. Mas morrerá corroída por dentro, por aqueles que levam o nome de Jesus, e nunca o conheceram.

Judas levava o manto da religião, mas jamais conheceu o coração de Cristo. façamos disso o nosso objetivo: conhecer... profundamente.

Autor: Max Lucado

Fonte: Texto extraído do site www.ministeriodafe.com.br. Usado com permissão de Max Lucado.


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O Povo da Caverna
24 de Junho/Quinta Feira

por Max Lucado

Há muito tempo atrás, ou talvez não muito tempo assim, havia uma tribo em uma caverna fria e escura. Os habitantes da caverna se apertavam e gritavam contra o frio. Eles se lamentavam em voz alta e demoradamente. Era só isso que faziam. Era tudo o que sabiam fazer. Os sons na caverna era tristes, mas as pessoas não sabiam disso, porque nunca tinham conhecido a vida.

Mas, então, um dia eles ouviram uma voz diferente. "Eu ouvi seu choro" ela disse. "Eu senti seu frio e vi as suas trevas. Eu vim para ajudar".

Os habitantes da caverna permaneceram em silêncio. Eles nunca tinham ouvida esta voz. A esperança soava estranho aos seus ouvidos. "Como é que vamos saber que você veio ajudar?"

"Confiem em mim", ele respondeu. "Eu tenho o que vocês precisam".

O povo da caverna examinou no escuro até a figura do estranho. Ele estava empilhando alguma coisa, então curvava-se e empilhava mais.

"O que você está fazendo?", alguém gritou, nervoso.

O estranho não respondeu.

"O que você está fazendo?", gritou alguém em voz ainda mais alta.

Nenhuma resposta ainda.

"Diga-nos", exigiu um terceiro.

O visitante ficou em pé e falou na direção das vozes: "Eu tenho o que vocês precisam". Com isso ele virou-se para a pilha a seus pés e acendeu-a. A madeira pegou fogo, chamas levantaram-se e a luz encheu a caverna.

O povo da caverna afastou-se com medo. "Ponha isso para fora", gritaram.

"Dói olhar para isso".

"A luz sempre dói antes de ajudar", ele respondeu. "Cheguem mais perto. A dor logo vai passar".

"Eu não", declarou uma voz.

"Nem eu", concordou uma segunda.

"Só um tolo iria se arriscar a expor seus olhos a uma luz assim".

O estranho chegou perto do fogo. "Vocês prefeririam a escuridão? Prefeririam o frio? Não consultem seus temores. Dêem um passo de fé.

Por um bom tempo ninguém falou. As pessoas pairavam em grupos cobrindo os olhos. O fazedor de fogo ficou de pé próximo do fogo. "Está quente aqui", convidou.

"Ele está certo", alguém atrás dele anunciou. "Está mais quente". O estranho virou-se e viu um vulto caminhando em direção ao fogo. "Eu consigo abrir meus olhos agora", ela proclamou. "Eu consigo ver".

"Chegue mais perto", convidou o fazedor de fogo.

Ela chegou. Ela caminhou para o anel de luz. "Está tão quente!" Ela estendeu as mãos e suspirou quando o frio começou a passar.

"Venham, todos! Sintam o calor", ela convidou.

"Quieta, mulher", gritou um dos habitantes da caverna. "Vai ousar nos arrastar para a sua tolice? Deixe-nos e leve sua luz com você".

Ela virou-se para o estranho. "Por que eles não virão?"

"Eles escolhem o frio, porque embora é frio, é o que eles conhecem. Eles preferem ficar com frio do que mudar."

"E viver no escuro?"

"E viver no escuro."

A agora quente mulher ficou em silêncio. Olhando primeiro no escuro e depois no homem.

"Você vai sair do fogo?", perguntou.

Ela fez uma pausa e então respondeu: "Eu não posso. Eu não consigo suportar o frio." Então ela falou novamente: "Mas também não posso suportar pensar no meu povo no escuro.

"Você não tem que fazer isso", ele respondeu, alcançando o fogo e tirando um graveto. "Leve isto para o seu povo. Diga-lhes que a luz está aqui e que a luz é quente. Diga-lhes que a luz é para todos os que quiserem."

E assim ela pegou a pequena chama e caminhou para dentro das sombras.

Notas:

Traduzido por Marcos Soares
Extraído de A Gentle Thunder
© 1995 de Max Lucado.

Fonte: http://www.irmaos.com/



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O aplauso do céu
23 de Junho/Quarta Feeira

Em breve você estará em casa. Talvez ainda não tenha notado, mas está cada vez mais perto de casa. Cada momento é um passo dado. Cada respiração é uma página virada. Cada dia é um quilômetro percorrido, uma montanha escalada. Você está mais perto de casa do que imagina.

Antes que você perceba, seu dia marcado chegará; você descerá a rampa e entrará na Cidade. Verá rostos familiares aguardando por você. Ouvirá seu nome ser proferido por aqueles que o amam. E, talvez, digo talvez - no fundo, atrás da multidão - Aquele que preferiu morrer a viver sem você retirará as mãos feridas de dentro de seu manto celestial e... aplaudirá.

Notas:
Traduzido por Maria Emília de Oliveira
Extraído de Histórias Para o Coração
© 2001 de Max Lucado.

Fonte: http://www.irmaos.com/

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Um convite pessoal
21 de Junho/Segunda Feira

por Max Lucado

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”. João 7:37

Deus é um Deus que abre a porta e acena com a mão, conduzindo peregrinos a uma mesa farta.

Seu convite não é apenas para uma refeição, entretanto. É para a vida. Um convite para entrar em seu reino e morar em um mundo sem dor, sem sepultura e sem lágrima. Quem pode ir? Todos que quiserem. O convite é ao mesmo tempo universal e pessoal.


Fonte: http://www.irmaos.com

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O teste do túnel
17 de Junho/Quinta Feira

por Max Lucado

Seguramos o fôlego enquanto ele desaparecia no túnel. Éramos cinco. Cinco meninos cheios de alegria. Estávamos de férias (no verão) e resolvemos fazer alguma coisa no terreno vago perto de casa. A terra daquela parte do Texas era um lugar ideal para brincar.

Naquele dia especial parecia-nos que a atenção do mundo inteira se concentrava naquele túnel. Havíamos cavado um buraco de cerca de um metro de largura e um metro e meio de profundidade que atravessava o terreno. Para dar-lhes a aparência de um túnel, nós o cobrimos com placas de madeira compensada cobertas com uma camada grossa de terra.

Camuflamos a entrada e a saída com ramos de árvores e, pronto! Tínhamos um túnel, subterrâneo, preparado para entreter toda a meninada da vizinhança enquanto combatiam índios, escapavam de ser presos como escravos, e invadiam a Normandia.

Aquele era o dia do teste do túnel. Seria forte o bastante? Suficientemente largo? Iria desmoronar? Será que era profundo demais? Comprido demais? A única maneira de descobrir tudo isso era arranjar um voluntário para atravessá-lo pela primeira vez. (minha memória talvez falhe neste ponto, mas penso que foi meu irmão que concordou em experimentar o túnel).

Que momento de tensão! Nós cinco ali parados em nossas camisetas e calças jeans.

Dissemos as últimas palavras de encorajamento. Demos tapinhas em suas costas. (admirávamos o seu auto-sacrifício).

Ficamos em silêncio enquanto ele se abaixou, firmando-se nas mãos e nos pés, e entrou no túnel. Prendemos a respiração enquanto observávamos as solas de seus tênis desaparecem na escuridão.

Ninguém falou enquanto esperava. O único movimento era o pulsar de nossos jovens corações, enquanto fixávamos os olhos na saída do túnel.

Finalmente, depois de cada um de nós ter morrido praticamente mil vezes, a cabeça loura do meu irmão apareceu do outro lado. Posso lembrar-me de seu polegar levantado em triunfo enquanto escorregava para fora, gritando: “Não é difícil. Não se preocupem!” E quem podia dizer o contrário diante do testemunho de vê-lo vivo em bem disposto, pulando na saída do túnel? Todos entramos nele!

Existe algo sobre um testemunho vivo que nos encoraja. Uma vez que vemos alguém saindo dos túneis escuros da vida, compreendemos que nós também podemos vencer.

Será que Jesus foi chamado de nosso pioneiro por isso? Teria sido essa uma das razões que o fizeram consentir em entrar nas medonhas câmaras da morte? Deve ter sido.

Suas palavras, embora convincentes, não bastaram. Suas promessas, apesar de verdadeiras, não conseguiram acalmar o medo do povo. Seus atos, até mesmo o de ressuscitar Lázaro da morte, não convenceram a multidão de que a morte não devia ser temida.

Aos olhos da humanidade, a morte continuava sendo o véu negro que a separava da alegria.

Não havia vitória sobre este inimigo oculto. Seu odor de podridão invadia as narinas de todos, convencendo-os de que a vida terminava de repente e não tinha qualquer sentido.

Coube ao Filho de Deus revelar a verdadeira natureza desta força. Na cruz ocorreu a revelação. Cristo mostrou as cartas de Satanás cansado de ver a humanidade iludida por um disfarce, ele entrou no túnel da morte para provar que havia uma saída. Enquanto o mundo escurecia, a humanidade segurava sua respiração.

Satanás desferiu seu melhor golpe, mas não foi suficiente. Nem a escuridão do túnel do inferno pôde vencer o Filho de Deus. Nem mesmo as suas câmaras conseguiram fazê-lo parar. Legiões de demônios aos gritos nada puderam fazer contra o Leão de Judá.

Cristo saiu do túnel da morte, levantou a mão triunfante para o céu, e libertou a todos do medo de morrer.

Notas: Texto extraído do site www.ministeriodafe.com.br. Usado com permissão de Max Lucado.


Fonte: http://www.irmaos.com/



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Fora da Bigorna
11 de Maio/Terça Feira

Enquanto digito a conclusão deste livro, meus pensamentos acabaram de sofrer um novo impacto. Minha esposa e eu voltamos há pouco de uma viagem de emergência para ver meu pai. Ele está muito doente. Sofre da doença Lou Gehrig (Esclerose Lateral Amiotrófica), que ataca os músculos e para a qual não se conhece cura, nem a sua origem. Fomos chamados para ir vê-lo sem saber se iríamos encontrá-lo vivo ao chegarmos. Mas ele estava vivo e ainda continua vivendo. "Todavia, embora tivesse melhorado bastante, nós sabemos (e ele também) que, a não ser pela intervenção divina, o tempo de sua partida está próximo.

Meu pai é um homem de grande fé. Um professor apto e um líder influente. Ele jamais deixou qualquer dúvida quanto à sua posição sobre Deus. Suas primeiras palavras para nós, quando fomos vê-lo na unidade de terapia intensiva foram: "Estou pronto para ir para o céu. Penso que chegou a minha hora".

Quando a doença foi diagnosticada, minha mulher e eu nos encontrávamos nos últimos estágios dos preparativos para trabalhar como missionários na cidade do Rio de janeiro, no Brasil. Quando soube que meu pai tinha uma doença terminal, escrevi-lhe oferecendo para mudar meus planos e ficar com ele. Mas imediatamente me respondeu, dizendo: "Não se preocupe comigo. Não temo a morte nem a eternidade. Vá... agrade a Ele".

A vida de meu pai é um exemplo de um coração derretido no fogo de Deus, formado em sua bigorna e usado em sua vinha. Ele sabia e sabe, qual o propósito de sua vida. Numa sociedade de dúvidas e confusão, a vida dele sempre foi definida.

Uma passagem pela bigorna de Deus deve fazer isso por nós: esclarecer nossa missão e definir nosso propósito.

Quando uma ferramenta emerge da bigorna do ferreiro, sabe-se perfeitamente para o que serve. Não há qualquer dúvida sobre a sua aplicação. Basta olhar para a ferramenta e você sabe na mesma hora qual a sua função. Se pegar um martelo, sabe que foi feito para bater pregos. A serra foi feita para cortar madeira. A chave de fenda serve para apertar parafusos.

Quando um ser humano sai da bigorna de Deus, o mesmo deveria acontecer. Ao sermos provados por Deus, nos lembramos que nossa função e tarefa é cuidar dos negócios dele; que nosso propósito é ser uma extensão da sua natureza, um embaixador de sua corte real e um arauto da sua mensagem. Devemos sair da oficina sem qualquer indagação sobre o motivo de termos sido feitos. Conhecemos nosso propósito.

Num mundo de confusão de identidade, de compromissos vacilantes e futuros incertos, vamos ser firmes em nosso papel. A sociedade precisa desesperadamente de um grupo de pessoas cuja tarefa seja clara e cuja determinação seja indiscutível.

Deus não escondeu sua vontade de seu povo. Nosso Mestre não brinca conosco. Sabemos quem somos. Sabemos para o que fomos feitos. Pode haver alguma pergunta de vez em quando sobre como e com quem devemos realizar a sua missão. Mas a verdade subjacente continua a mesma. Somos o povo de Deus e devemos cuidar dos seus negócios.

Se vivermos deste modo, poderemos, como meu pai, entrar nos últimos anos com a segurança de saber que a nossa vida foi bem gasta e que o céu está à nossa espera.

Existe recompensa maior que essa?

Autor: Max Lucado

Fonte: http://www.hermeneutica.com/ Related Posts with Thumbnails
A caminho de casa
03 de Maio/Segunda Feira

“Gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.” Romanos 8:23

O envelhecimento é idéia de Deus. É uma das maneiras através da qual ele nos mantém a caminho de casa. Nós não podemos mudar o processo, mas podemos mudar nossa atitude. Aqui está um pensamento. E se olhássemos para o corpo que está envelhecendo como olhamos para o crescimento de uma tulipa?

Você vê alguém se lamentando pelo fim do bulbo da tulipa? Os jardineiros choram quando o bulbo começa a enfraquecer? Claro que não. Nós não compramos espartilhos de tulipa ou creme para pétalas enrugadas ou consultamos cirurgiões plásticos para as folhas. Nós não nos lamentamos pelo fim do bulbo; nós o celebramos. Os amantes de tulipa se alegram no minuto em que o bulbo enfraquece. “Olhe esse”, eles dizem. “Está a ponto de florescer”.

Será que o céu faz o mesmo? Os anjos apontam para os nossos corpos. Quanto mais frágeis nos tornamos, mas excitados eles ficam. “Olhe para aquela senhora no hospital”, eles dizem. “Ela está a ponto de florescer”. “Fique de olho no rapaz com o coração ruim. Ele virá logo para casa”.

Autor: Max Lucado

Fonte: http://www.irmaos.com Related Posts with Thumbnails
Escalar Árvores ou Sentar nos Ramos
21 de Abril/Quarta Feira

de Max Lucado

José estava sentado firmemente no seu galho na árvore. Este era grosso, confiável e perfeito para servir de assento. Era tão forte que não tremia com as tempestades, nem se agitava quando os ventos sopravam. Aquele ramo era previsível e sólido e José não tinha intenção de deixá-lo.

Isso até que lhe ordenaram que subisse num outro ramo.

Sentado a salvo em seu ramo, ele olhou para aquele que Deus queria que subisse. Jamais vira outro tão fino! "Esse não é lugar para um homem ir!" disse consigo mesmo. "Não há lugar para sentar. Não há proteção das intempéries. E como seria possível dormir pendurado nesse galhinho vacilante?" Ele recuou um pouco, apoiou-se no tronco e pensou na situação.

O bom senso lhe dizia que não subisse no galho. "Concebido pelo Espírito Santo? Pense bem!"

A autodefesa lhe dizia para não fazer isso. "Quem vai acreditar em .mim? O que nossas famílias vão pensar?"

A conveniência o aconselhava a não fazê-lo. "Bem quando eu esperava estabelecer-me e criar uma família."

O orgulho lhe recomendava o mesmo. "Se ela pensa que vou acreditar numa história dessas..."

Mas Deus lhe dissera para fazer isso, sendo essa a sua preocupação.

A idéia o aborrecia porque estava feliz na situação presente. A vida perto do tronco era boa. O seu ramo era suficientemente grande para permitir que ficasse confortável. Ele estava próximo a inúmeros outros sentadores em galhos fizera algumas contribuições válidas para a comunidade de árvores. Afinal de contas, não visitava regularmente os doentes no Centro Médico do Ramo Norte? Não era ele também o melhor tenor no Coral do Arvoredo? E o que dizer da aula que dava sobre herança religiosa, com o título apropriado de "Nossa Arvore Genealógica"? Deus certamente não ia querer que deixasse tudo isso. Ele tinha... bem, poderia ter dito que tinha raízes no lugar.

Além disso ele conhecia o tipo de sujeito que se atira a uma aventura sozinho. Radical. Extremista. Liberal. Sempre se excedendo. Sempre agitando as folhas. Sujeitos com a cabeça cheia de idéias estranhas, procurando frutas estranhas. Os que são estáveis são aqueles que sabem como ficar perto de casa e deixar as coisas correrem.

Acho que alguns de vocês compreendem José. Sabem como ele se sente, não é? Já estiveram ali. Você sorri porque já foi também chamado para arriscar-se e subir em outro galho. Conhece o desequilíbrio gerado quando tenta manter um pé na sua própria vontade e outro na dele. Você também enfiou as unhas na casca da árvore para segurar-se melhor. Você conhece muito bem as borboletas que voam na boca de seu estômago quando percebe que há mudanças no ar.

Talvez mudanças estejam justamente no ar agora. Talvez você esteja em meio a uma decisão. É difícil, não é mesmo? Você gosta do seu ramo. Acostumou-se com ele e ele com você. Da mesma forma que José, você aprendeu a sentar. Você ouve então o chamado. "Preciso que suba em outro ramo e
... tome uma posição. Algumas das igrejas locais estão organizando uma campanha anti-pornografia. Elas precisam de voluntários”.
… mude. Pegue sua família e se mude para o exterior, tenho um trabalho especial para você"
… perdoe. Não importa quem feriu quem primeiro. O que importa é que você construa a ponte."
... evangelize. Aquela família da mesma rua? Eles não conhecem ninguém na cidade. Vá falar com eles."
… sacrifique. O orfanato tem uma hipoteca que vai vencer este mês. Eles não podem pagá-la. Lembra-se do abono que recebeu na semana passada?"

Qualquer que seja a natureza do chamado, as conseqüências são as mesmas: guerra civil. Embora seu coração possa dizer sim, seus pés dizem não. As desculpas surgem como folhas douradas quando sopra um vento de outono. "Essa não é a minha área." "É hora de outro tomar a responsabilidade." "Não agora. Faço isso amanhã"

Mas eventualmente você acaba contemplando uma árvore nua e uma escolha difícil: A vontade dele ou a sua?

José escolheu a dele. Afinal de contas, era realmente a única opção. José sabia que a única coisa pior do que uma aventura no desconhecido era a idéia de negar seu Mestre. Resoluto então, ele agarrou o ramo menor. Com os lábios apertados e um olhar decidido, colocou uma mão na frente da outra até que ficou balançando no ar com apenas a sua fé em Deus como uma rede protetora.

Conforme o desenrolar dos acontecimentos, os temores de José foram justificados. A vida não se mostrou mais tão confortável quanto antes. O galho que agarrou era de fato bem fino: o Messias deveria nascer de Maria e ser criado em sua casa. Ele tomou banhos frios durante nove meses para que o nenê pudesse nascer de uma virgem. Ele teve de empurrar as ovelhas e limpar o chão sujo para que sua mulher tivesse um lugar para dar à luz. Ele se tornou um fugitivo da lei. Passou dois anos tentando aprender egípcio. Houve ocasiões em que esse ramo deve ter balançado furiosamente ao sabor do vento. Mas José apenas fechou os olhos e continuou firme.

Você pode estar, no entanto, certo de uma coisa. Ele jamais se arrependeu. A recompensa de sua coragem foi doce. Um só olhar para a face celestial daquela criança e ele teria feito tudo de novo num momento.

Você já foi chamado a aventurar-se por Deus? Fique certo de que não vai ser fácil. Subir em galhos nunca foi fácil. Pergunte a José. Ou, melhor ainda, pergunte a Jesus.

Ele sabe melhor do que ninguém quanto custa ser pendurado num madeiro.

Fonte: http://www.hermeneutica.com/max Related Posts with Thumbnails
Deus €ntrou no Tempo
06 d€ Março/Sábado

“Celebrarão os feitos do Senhor, pois grande é a glória do Senhor!” Salmos 138:5

Quando Deus entrou no tempo e tornou-se um homem, ele que era infinito tornou-se finito... Por mais de três décadas, seu alcance que era ilimitado foi limitado à distância de um braço, sua velocidade reduzida ao passo de um pé humano.

Eu me pergunto, ele nunca ficou tentado a reivindicar sua infinidade?... Quando a chuva esfriava seus ossos, ele ficava tentado a mudar o tempo? Quando o calor ressecava seus lábios, ele cogitava ir ao Caribe para refrescar-se?

Se ele alguma vez considerou tais pensamentos, nunca cedeu a eles... Nenhuma vez Cristo usou seus poderes sobrenaturais para seu conforto pessoal. Com uma palavra ele poderia ter transformado a terra dura em uma cama macia, mas ele não o fez. Com um movimento de sua mão, ele poderia ter retornado o cuspe de seus acusadores em seus rostos, mas ele não o fez. Com um arcar de sua sobrancelha, ele poderia ter paralizado a mão do soldado quando ele trançou a coroa de espinhos. Mas ele não o fez.

Autor:Max Lucado

Font€:http://www.irmaos.com Related Posts with Thumbnails
Natal todos os dias
02 de Janeiro/ Sábado

“Cantem louvores ao Senhor... proclamem entre as nações os seus feitos.” Salmos 9:11

Você tem Natal todos os dias. Seu presente não é brinquedos e livros, mas o próprio Deus!

O trabalho dele: na cruz e na ressurreição. Como resultado, seu pecado não traz culpa, e a sepultura não traz medo.

A energia dele: não depende de você. Você pode fazer todas as coisas através de Cristo, que lhe dá força.

O senhorio dele: ele é responsável por você e cuida de você.

O amor dele: o que pode separar você dele?

Quem poderia imaginar tais presentes? Quem poderia imaginar não abri-los?

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