Um pastor de uma mega-igreja dos Estados Unidos, localizada na cidade de Wayne, em New Jersey, decidiu usar suas férias para conhecer a rotina e a dor dos moradores de rua, ao invés de viajar com a família.
Thomas Keinath, pastor da “Calvary Temple” (em tradução livre, Templo Calvário), que reúne duas mil pessoas a cada culto dominical e que fica em um bairro rico da cidade, chocou os membros com sua decisão de passar uma semana nas ruas, mas justificou-se afirmando ter necessidade de conhecer o problema realmente: “Como eu poderia levar ajuda ou cura para as ruas se eu não sabia quais são as necessidades dessas pessoas?”, questionou Thomas.
Durante o período que ficou como morador de rua, o pastor foi visto vagando pelas ruas e junto de grupos de sem tetos que montavam fogueiras em tonéis para se aquecer e proteger-se do frio intenso. “Eu precisava entender o que eles estavam passando, eu precisava sentir a sua dor”, explica o pastor.
Das pessoas que conheceu na rua, aproximadamente 50, passou a escrever a história de cada um, conforme os relatos que faziam sobre suas vidas. O pastor afirma que fez isso para não se esquecer das histórias que viu e viveu nesse período. “Não havia uma pessoa sequer , seja sem teto ou tóxico dependente, que abertamente rejeitou a esperança que eu estava tentando oferecer”, afirmou.
Em um sermão, após sua “volta” das ruas, o pastor Thomas afirmou que “as pessoas têm de saber que vocês [cristãos] realmente se preocupam com elas. Isso é parte do que somos como crentes no Senhor. Minha identificação com eles derrubou muitas barreiras”, mostrando que teve maior facilidade de ouvir e ser ouvido pelos sem-teto.
Agora, segundo informações do site da igreja, o pastor Thomas Keinath quer mobilizar toda sua congregação e também igrejas de outras cidades para montar uma estratégia de ajuda aos moradores de rua a longo prazo, fugindo do habitual “tome um pouco de dinheiro ou comida e não me perturbe mais”.
Após as férias nas ruas, o pastor organizou um sistema de transporte para os mendigos que desejam participar dos cultos. As vans da igreja buscam e levam os interessados. Para Thomas, isso é apenas o início do trabalho, pois ele pretende construir uma instituição de ajuda, para “abrigar os sem-teto e ao mesmo tempo ajudá-los a recuperar-se, inclusive dos vícios em álcool ou drogas”, seguindo o exemplo dos cristãos de Cesareia, que durante uma epidemia no quarto século, ajudaram os doentes e moribundos, fazendo curativos e oferecendo comida. “Eu sinto como se Deus estivesse dizendo: ‘Voltem para suas raízes. Volte para onde as pessoas estão sofrendo hoje’”, explica o pastor.
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Após confessar que deu centenas de testemunhos falsos em eventos e DVD’s , Davi Silva retorna ao púlpito.
Em 2010, A Casa de David produziu um vídeo com a confissão das inúmeras mentiras e simulações de David Silva. Até aquela data, David era tido como grande profeta por muita gente. Eram famosas as aparições angelicais invisíveis em suas palestras. De outras vezes, anjos mais marotos lhe davam dedadas durante as suas concorridas ministraçõ€s.
Para a tristeza e a decepção dos que acreditavam nos fenômenos sobrenaturais e milagres vinculados ao seu ministério, o próprio David confessou que mentia: As dedadas deviam ser um desejo reprimido e o resto era mentira mesmo.
No mesmo vídeo, David se comprometeu a permanecer na casa de David debaixo da autoridade de Mike Shea, quando iria, uma a uma, apontar as, mentiras ditas nos DVDs comercializados pelo ministério.
Veja o depoimento
Ademais, cumpriria disciplina, antes de voltar ao púlpito. Não sei o que incluia esta disciplina, mas estava meio óbvio que os anjos iriam dar um tempo na sua vida.
Até este ponto, apesar da obviedade de todo o episódio para alguns, que nunca acreditaram nestas bobagens, o pecado é da nossa natureza e a medida foi a melhor dentro das circunstancias.
Não sou fã da “teologia” da Casa de David, mas reconheço que o seu pastor seria bom avaliador do arrependimento de David em relação à esta síndrome que o levava a mentir compulsivamente de maneira a obter atenção de super ungido, fosse para a sua vaidade, fosse para o lucro pessoal.
Mas acima de tudo, estava atento à promessa feita por David de indicar em cada uns dos vídeos comercializados pela Casa de David aquilo que era mentira. Afinal, centenas de milhares seguiam iludidos e mereciam satisfação.
Superada esta etapa de observação e aprendizado, caberia ao mesmo pastor cogitar a volta de David ao púlpito e ao público vir a aceitar, ou não, seus testemunhos e ministrações. E que fique claro: assim decidiram David e Mike.
Passados alguns meses, Sr. Mike Shea solta um comunicado dando conta da saída de Sr. David Silva da Casa de David, visto que o mesmo se recusou a cumprir aquilo que prometeu.
Diante disto, menos de seis meses após o episódio, qual igreja teria a coragem de colocar no púlpito um mentiroso confesso, pego no ato, que negou a disciplina, que negou apontar as suas próprias mentiras e cuja especialidade era INVENTAR MILAGRES, FALSEAR A AÇÃO DO ESPIRITO SANTO, SIMULAR A APARIÇÃO DE ANJOS INIVISIVEIS E VENDER TESTEMUNHOS DE VIDA FALSOS?
Quem aceitaria este homem no pulpito?
A BOLA DE NEVE CHURCH
David Silva está na Bola de Neve de Londrina, Paraná.
Em 1998 Cristina Mortagua entregou sua vida a Jesus numa igreja da Sara Nossa Terra. Na época, já se falava que era mais um caso de crente oba-oba. Era um tempo em que “ex-modelo de revista masculina virando crente” ainda dava notícia em veículo de expressão nacional. Os flashs não duraram muito e passados alguns meses, Mortagua voltou para o esquecimento midiático.
Cristina Mortagua viveu em ritmo de montanha russa desde o final dos anos 80. Dona de uma beleza celebrada, mas de potencial limitado às fotos para revistas masculinas, bebidas e biquínis, Mortagua deveria saber que assim como os atletas de futebol, com quem tanto se envolveu amorosamente, sua carreira tinha prazo de validade curto.
Cristina fez muitos trabalhos de expressão, deve ter ganhado muito dinheiro, mas como veio declarar nos testemunhos de sua conversão: “gastei muito, fui roubada por empresários, me meti com droga, curti muito, etc...”.
Como crente, Cristina logo descobriu que a indústria de testemunhos exigia lá algum preparo e a moça tinha que viver. Vai dai, que em 99, quando a Playboy andou fotografando novamente modelos de 10 anos passados, Cristina anunciou que iria posar nua novamente, para desespero do pastor, risos.
No ano 2000, numa daquelas matérias que em nada refletem a realidade dos evangélicos, mas que pega um subconjunto mínimo para extrair verdades gerais, Mortagua foi uma das figuras a protagonizar a matéria: “Tolerante na área dos costumes, igreja evangélica atrai ricos e famosos (Veja - 4/10/2000)”. E desde então Cristina seguiu se dizendo evangélica, quando lhe era conveniente.
Em outras ocasiões, contudo, o discurso era: "Não sou carola. Ninguém no mundo me dita regras ou controla o que eu faço. Se um dia tiver vontade de tirar a roupa outra vez, vou tirar." (O Estado de S.Paulo - 26/1/2003). No fim de 2003, novo casamento com o jogador Djair e a moça só sossegou por um tempo. A cerimônia foi evangélica!
Segundo um dos seus pastores na Sara Nossa Terra Barra (em comentário a esta outra matéria aqui no Genizah ), Mortagua não aceitava orientação pastoral, pouco ia a igreja e, quando confrontada por certas atitudes acabou sumindo da comunidade, mas para mídia, seguia se dizendo evangélica.
Ano passado, novamente separada, a modelo faz um ensaio sensual com seu filho (14 anos na época) e lhe aplica um beijo na boca pra lá de demorado e libidinoso.
Obviamente, com um escândalo envolvendo sexo, pedofilia e incesto ao vivo e a cores, Cristina conseguiu o que queria: APARECER e sorver um pouco daquilo que ela se viciou, a fama. Infelizmente, os holofotes logo se apagaram e o que era esperado (trabalhos, shows, etc.) não foi consumado. Quem iria querer associar-se a um absurdo destes?
O que Cristina conseguiu foi processos do pai, do ministérios público e as páginas policiais. Passado um ano, a sua figura é de dar pena. Foi embora o resto de viço de seu rosto. Claramente, na ausência de seu vício principal, Cristina se entregou a outros vícios. Quando Mortagua entregou a sua vida a Cristo, ela vivia o primeiro vale da sua vida pessoal e profissional. O caminho a sua frente era de um recomeço, agora com o Pai. Não sei o que lhe era reservado, mas certamente, a montanha adiante dela não era a mesma que a levou ali. Não seriam ensaios sensuais, filmes eróticos e coisas assim que o Pai pretendia para a sua vida.
Ver Cristina beijando sua criança daquela forma e depois olha-la desfigurada, fazendo acusações a seu filho (não importa se são verdadeiras ou não, uma mãe sempre será a última a lançar o nome de seu filho na sarjeta.) é triste demais.
Eu lembro que quando deu Ministério Público na questão do beijo do seu filho, Cristina foi TV e disse que o povo falava demais (em especial os crentes) e que tinham inveja do relacionamento aberto que ela tinha com o filho. Eu pensei: Será que alguém acredita nisto mesmo? Neste pretenso relacionamento afetivo perfeito? Ou será que desde Noé, sabemos que certos limites para o relacionamento entre pais e filhos jamais devem ser ultrapassados?
Não sinto prazer algum em ver como a distancia de Jesus leva uma pessoa a deterioração a passos largos. Um caminhar às trevas. Drogada, segundo o próprio filho (e o rosto dela que não o deixa mentir). A tristeza de ver seu filho se declarando gay... Do ponto de vista psicológico, poderia se esperar outra coisa de um menino que era “violentado” pela mãe daquele jeito? Neste momento, a liberal agride o filho que sai do armário... Imagina se ela fosse conservadora, ou carola como ela chamava os crentes tradicionais. Neste, caso iria acolher seu filho com respeito, claro!
Cristina, sob efeito das drogas fala pornografia para o filho e o agride por ele não ser o garanhão que se esperaria do fruto do amor de um jogador de futebol truculento e a modelo mais marrenta da Playboy. O menino foge com a empregada para a delegacia com medo da mãe. Leva as suas drogas e presta queixa.
Mortagua vai a delegacia querendo dar um corretivo no garoto, ao chegar ao local 16ª DP (Barra da Tijuca) e ser abordada pela delegada, a ex-modelo deu um piti. Tentou se jogar na frente de carros que passavam na rua, faz drama e retornar ao interior da delegacia para agredir a delegada de plantão com um chute entre as pernas.
A ex-modelo chegou a ser transferida para a Polinter, após se recusar a pagar a fiança, mas na quarta-feira ela foi solta pela Justiça. Durante a transferência, ao ver câmeras de TV declarou que o filho é gay e viciado em crack. Já o garoto, relatou que a mãe é bipolar e que o agrediu durante um surto. O jovem fez exame toxicológico e nega usar drogas. “Sou gay. Ela não tem preconceito, mas esperava que eu me casasse e tivesse filhos. Ela joga isso na cara nas crises. Quando está normal, não fala nada”, disse. “Quando disse a ela que era gay ela ficou tranqüila, não tocou no assunto por um bom tempo. Nunca apresentei namorado a ela”, declarou. Já para o pai Edmundo, Alexandre não disse nada: “Já me disseram que ele sabe. É difícil eu me encontrar com ele”.
Estão ai estas vidas. Estão ai os seus valores. Está ai a ausência de AMOR. Não é preciso comentar mais nada. Oremos por eles todos.
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Sem o menor sentimento de culpa admito que me tem sido coisa rara a afirmação "sou evangélico". Nem sempre foi assim. Houve tempos, já escondidos pela névoa do tempo, nos quais eu sentiria santo orgulho de tal identificação: que saudades! O tempo não para, dizia o poeta. E o tempo passou, sem muita poesia, assassinando poetas, e consagrando, quase sempre, gente cuja poesia maior é dedicada a ídolos. Nos esquecemos da primeira regra do Decálogo: adoramos personalidades, a nós mesmos, o sucesso, o dinheiro, o poder, os títulos eclesiásticos... Diante de Deus, nós, e nossos muitos deuses.
Recentemente questionaram qual minha opinão sobre o Padre Fábio de Melo, o cabeleira de gel, sem batina, que vive dizendo que tudo é "liiiiindo!", ter dito: "Eu também sou Evangélico!". Não deixa de ser uma declaração bonita e, quiçá, fruto de algum amadurecimento proporcionado em tempos pós Vaticano II. Tudo muito "liiiiiiindo!". Admitamos, por mais anti-catolicos sejamos, nada é tão prazeiroso que ouvir um padre reconhecendo que a salvação é por Graça, e que nossa missão principal é anunciar o Evangelho de Cristo. No entanto, creio que o padre precisa dar uma atualizada na cabeleira, já que a idéia que ele tem sobre o que é ser "evangélico" está defasada há, no mínimo, uma década e meia! Atualmente, ser evangélico pode significar qualquer coisa, o que nos leva a significado nenhum. Eis o grande mal dos evangélicos de nosso tempo: crise de identidade. A única coisa que o evangélico mediano parece saber sobre si mesmo, via de regra, inclui: que sua denominação é, em algum sentido, melhor; que ele é filho da promessa; que ele tem o selo da promessa, e que apesar de não ser dono do mundo, é filho do Dono! Não é "liiiiindo, minha gente"?
Assim, minha primeira razão para deixar de ser evangélico está no fato de que essa gente, os evangélicos, não sabe o que ser evangélico significa. Pergunte a maioria de seus amigos evangélicos: o que é o evangelicalismo? Qual sua origem? Quais seus postulados? Faça um teste, e comprove: quase absoluta ignorância. Somos uma geração que nada sabe sobre os Grandes Depertamentos, ou sobre nomes consagrados de nossa tradição evangélica, como Jonathan Edwards, John Wesley, Charles Finney, Dwigth L. Moody, etc. Nem mesmo o contemporâneo Billy Granham escapa imune a nossa ignorância crônica. Aliás, o Billy só volta ao imaginário dos "gospi" quando algum aloprado escatólogico faz malabarismo para associá-lo a sociedades secretas, e a complôs promotores do Anticristo... Em contrapartida, sabemos tudo sobre espiritos territóriais, ex-satanistas, ex-noivas-do-Capeta, símbolos satanistas ocultos, pregadores-sem-língua, maldições hereditárias, e, claro, campanhas de Sementes, com Bíblias superfaturadas.
Por falar em Bíblia, eis minha segunda razão para deixar de ser evangélico: somos um povo ignorante das Escrituras, e da Teologia! Não só isso, além de ignorantes, temos orgulho do fato! Dia após dia, cresce a idéia de que um cristianismo realmente bíblico, que segue o modelo da Igreja Primitiva, é um cristianismo anti-intelectual. Canonizamos a ignorãncia. Tal blasfêmia sempre esteve presente, com honrosas excessões, na religiosidade pentecostal (de onde eu venho), mas não é privilêgio apenas daquele grupo, infelizmente. Mas, como pentecostal de berço, vou me ater ao que diz respeito a minha experiência mais imediata. "Igreja do Senhor!" - esbraveja o falastrão: "eu tinha um sermão prontindo para vocês esta noite; porém, quando eu chegei neste lugar, o Espírito Santo mudou tudo – fez aquele rebuliço! Por isso, quero lhes dizer que tenho uma mensagem vinda diretamente do céu para vocês! Hoje, eu não quero nada com Teologia: Deus vai falar diretamente com você!”.
Só tem um nome para isso: apologia da burrice. Atitude que não encontra nenhum paralelo no exemplo deixado por Jesus Cristo: "E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que deles se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24.27).Que ousadia têm aqueles pregadores e cristãos que desprezam o saber teológico, preferindo em seu lugar qualquer outra coisa, como experiencias e emoções! Eles se acham melhores que Cristo? Eles se consideram mais eficazes que o próprio Senhor, a quem dizem servir e amar? Do contrário, não é certo que deveriam seguir Seu exemplo? Como se atrevem a desprezar aquilo que Seu Deus valorizou?
Intimamente relacionado ao que foi dito acima, identifico minha terceira razão para deixar de ser evangélico. Aqui, um boa dose de cautela, pois estarei pisando em terreno perigoso. Inicio meu argumento com uma exemplificação: que dirá um cristão evangélico contra um cristão católico que, por exemplo, acredita em Purgatório? Resposa bem fácil: "A Bíblia não fala nada sobre um Purgatório, meu filho, acorda!". De fato, e não falando, os evangélicos se recusam a se submterem a um dogma extra-bíblico. Sabem o motivo? É que um dos pilares do Evangelicalismo vem direto da Reforma Protestante: o sola scriptura, segundo o qual, nada do que não esteja explicitamente ensinado nas Escrituras possa ser imposto aos crentes. Mas, ironicamente, aqui nasce um problema para os evangélicos de nossos dias: quando se trata de passar suas próprias tradições e práticas pelo crivo das mesmas Escrituras, ele rapidamente se saírão com a excusa de "não julgueis para não serdes julgados", ou qualquer imbecilidade como "cuidado, o cara é ungido Senhor; e não se deve tocar nos ungidos". Santa hipocrisia!
Ainda sobre isto há mais a se dizer: não apenas usamos o Sola Scriptura na balança da hipocrisia, como também o elevamos a um status de ídolo cego e manco. Calvino? Wesley? Spurgeon? Agostinho? Cramer? Confisões de Fé? Livros de Oração Comum? Não precisamos de nada, nem de ninguém, só das Escrituras! Conseguem perceber o desvirtuamento, a falsidade insinuante? Inventamos a idéia de que ter a Bíblia como regra suprema de fé implica na rejeição do que Deus, por Seu Espírito, fez durante séculos de cristianismo! Porém, se alguém ousar questionar o desatino anti-biblico de algum apóstolo moderno, temos resposta rápida e eficaz: "Cuidado com a Letra, abra seu coração para o mover do Espírito!". Nada mais nos interessa, ao menos, nada que tenha acontecido antes do nosso profeta, apóstolo ou bispa preferidos.
Admito, meus queridos, que há gente na Igreja Brasileira que ainda faz jus ao título "evangélico". É possível que os mesmos sintam-se injustiçados com minhas generalizações. Me solidarizo, acreditem. Infelizmente, por mais triste que seja, o termo evangelico perdeu seu valor, não por si mesmo, mas pelo mau cheiro de quem não lhe soube extrair o perfume. E, cá entre nós, nada mais eficaz para despetar um moribundo que uma boa descarga eletrica no peito: ou acorda, ou bate as botas de vez!
De modo que, tomo a liberdade de me definir como "um cristão, a favor do Evangelho, mesmo que precise ir contra os evangélicos". Peraí! Acho que isso é bem Evangélico, com E maiúsculo, não acham?
Marcelo Lemos é mais um desviado que resolveu ser subversivo do Reino e caiu la no blog do Genizah
O pastor Ed Young Junior é filho de Ed Young Senior, o principal líder da Segunda Igreja Batista de Houston, no Texas, uma das cinco maiores igrejas dos EUA. Embora Junior pastoreie a Fellowship Church, em Grapevine, Texas, os dois estão ligados à Convenção Batista do Sul, talvez a mais conservadora das denominações americanas.
Recentemente, Junior envolveu-se em grandes controvérsias por causa de sua teologia fora do “padrão” batista. Ele tem dado grande ênfase à teologia da prosperidade, o que acabou dividindo sua congregação. Nos dois vídeos abaixo ele trata da questão do dízimo em um culto realizado em 10/10/10, que “profeticamente” enfatizam os 10 por cento. Algumas frases chamam a atenção:
- Todo mundo pegue um desses envelopes azuis e levante-os. Temos câmeras escondidas filmando e vamos postar o vídeo na internet. Aí, quem não estiver com um deles na mão ficará envergonhado.
- Você quer ser um lider espiritual? Então precisa ser dizimista. Caso contrário, estará perdendo seu tempo e desperdiçando o tempo de Deus.
- Isso é importante [...] O que eu faria se descobrisse que 80% de vocês estão fumando crack? Falaria sobre os perigos das drogas. Eu os alertaria. O que eu faria se descobrisse que 80% de vocês são ladrões? Falaria sobre dinheiro, sobre dedicação, sobre dízimo. Pois bem, em nossa igreja 80% das pessoas estão roubando a Deus, pois apenas 20% são dizimistas. É tudo a mesma coisa.
- Você quer ser dizimista mas diz que não consegue? Bem, o dízimo deve vir primeiro, então me dê os dados da sua conta bancária.
Ou seja, se Deus quer dez por cento de toda a renda, é necessário saber quanto de fato as pessoas recebem e quando receberam, assim seria possível conferir se o dízimo está correto. Ele então pede para os membros darem todos os dados necessários para que a igreja faça a verificação na conta deles e possa sacar automaticamente o valor do dízimo.
Isso fica bem claro quando aparece no telão uma folha de cheque e os dados da conta que deveriam ser fornecidos estão destacados. Ou seja, a igreja entra na conta e faz o débito automático para garantir que o membro não cometa nenhum erro nesse sentido. O pedido é feito para os que estão presentes no culto no Texas e para os que assistem por vídeo conferência na igreja afiliada em Miami.
Em um dos momentos mais embaraçosos, ele resume bem seu ensino. “Sem dinheiro, não adianta vir ao culto, fazer missões, orar, você está perdendo seu tempo. Deus está dizendo: Mostre-me seu dinheiro”. Tudo se resume no dinheiro. Claro, depois disso vem as promessas de prosperidade e de bênçãos sem medida na vida de quem contribui.
No entanto, Ed Young se “esquece” de explicar qual a origem de todas as acusações sobre o mau uso de verbas, desvio de dinheiro e sonegação de impostos. Desde 2007 ele possui um jatinho Falcon, avaliado em 8.4 milhões de dólares, uma casa de 1.5 milhão de dólares no Texas e um apartamento em condomínio de luxo na Flórida além de um salário de um milhão de dólares anuais da igreja. Além disso, tem vários empreendimentos que comercializam seus sermões, livros, DVDs em livrarias, além de sites na internet que também vendem material, como o CreativePastors.com
Ole Anthony, da Fundação Trinity, que investiga ministérios acusados de mau uso de finanças e acompanha as denúncias contra Ed Young há três anos, declarou: “Esse jovem caiu na mesma armadilha de muitos outros televangelistas. Agora ele se entregou apenas à ganância em nome de Deus. Eles estão santificando a ganância, e isso é maligno”.
Como se vê, não são apenas os apóstolos e televangelistas tupiniquins que curtem um jatinho particular e usam programas de TV para santificar a ganância.
É normal ouvir em nossos cultos, congressos, seminários, a palavra “Shekiná”. Desde adolescente ouço esta palavra na igreja. Pregadores a usam com freqüência. Os “ministros do louvor” têm o hábito de usá-la. Temos até um cântico muito conhecido: “Derrama a tua “shekiná” sobre nós.
Agora pergunto: De onde tiramos a palavra “shekiná”? O que significa esta palavra? Será “shekiná” uma expressão encontrada nas Escrituras?
Começando pela última pergunta, a palavra “shekiná” não é encontrada em nenhum lugar das Escrituras! Penso que você neste momento está perplexo. Esses dias atrás, pregando em uma grande igreja aqui em São Paulo, falei sobre isto no púlpito e imagine a reação que isto causou no plenário, bem como nos obreiros que ali estavam. Após o término do culto, várias pessoas me pararam e diziam: Pr Marcelo, já ouvimos vários “pregadores de renome” falar desta palavra, e agora o sr está dizendo que não existe? Será que o sr não está enganado?
Exatamente aqui reside nosso problema. Nós ouvimos os “grandes pregadores” falarem, e aceitamos tudo. Não procuramos pesquisar, averiguar, perscrutar. Tudo o que é novidade, e é falada por alguém de “peso”, nós aceitamos e logo começamos a falar. Falta em nosso meio, cristão bereanos, que analisam a cada dia as Escrituras, para verem se está correto ( At 17.11). Notemos que era Paulo que estava pregando! Homem de cultura invulgar, conhecedor de toda lei judaica, e acima de tudo, um dos maiores pregadores que o mundo conheceu. Ora, se Paulo teve que passar no crivo dos bereanos, o que dizer de nossos pregadores? Serão estes maiores que Paulo?
Mas voltando ao assunto da palavra “shekiná”, este vocábulo não aparece na Bíblia Judaica [ Tanakh] nem no N.T, sendo uma palavra derivada da raiz hebraica -ש-כ -נ(sh-k-n), cujo significado é “habitar”, “fazer morada”. Se perguntarmos a qualquer irmão, o que significa esta palavra, todos dirão: a glória de Deus, presença de Deus. Acontece que, “shekiná” não significa nada disso! O vocábulo “glória” no hebraico é “kavód” – o peso da glória de Deus. Então, quando cantamos: Derrama tua “shekiná” aqui, estamos dizendo: Derrama a tua habitação aqui. Soa estranho, não? Pedir para o Eterno derramar a habitação Dele sobre nós? Não consigo entender! Pois Ele já habita em nós, através da pessoa do Espírito Santo ( ICo 6.19) A “shekiná”, como uma idéia concreta, aparece só na literatura rabínica, havendo somente “alusões” a esta presença divina, no meio do povo de Israel, na Torá, quando Deus disse ao seu povo “וְעָשׂוּ לִי מִקְדָּשׁ וְשָׁכַנְתִּי בְּתוֹכָם” – “e fareis um santuário para Mim, e habitarei no meio deles (dos israelitas)”[1];”וְשָׁכַנְתִּי בְּתוֹךְ בְּנֵי יִשְׂרָאֵל, וְהָיִיתִי לָהֶם לֵאלֹהִים” – “e habitarei no meio dos filhos de Israel, e serei-lhes por Deus”[2]; e “יְהֹוָה צְבָאוֹת הַשֹּׁכֵן בְּהַר צִיּוֹן” – “o Eterno dos exércitos, aquele que habita em Sião”[3].
Conclusão
Vimos por meio deste singelo estudo que a palavra “shekiná” não está nas Sagradas Escrituras. Aprendemos também que “shekiná” não significa : glória, presença de Deus. Ela vem da raiz “shakhan” que significa – habitar, fazer morada. Esta idéia de “skekiná” aparece somente na literatura rabínica, onde os judeus cabalistas [4] começaram a usá-la a partir do séc XIII. Devemos estar sempre prontos a aprender e não ir além da Escritura. Foi o que Lutero disse para Erasmo: “ A única diferença entre eu [ Lutero] e você [Erasmo] é que eu me coloco debaixo da autoridade das Escrituras, e você se coloca acima dela”.
Não se pode deixar de reconhecer a coragem (ou seria a cara de pau) do Bispo Rodovalho da Sara Nossa Conta (ops, Terra). Depois de se meter até o pescoço no escândalo do DEM, sendo o mentor e cabo eleitoral do injustiçado Leonardo Prudente, aquele moço que inventou a meia com bolso e o panetone de dólar, agora apresenta a brilhante ideia, segundo o Correio Braziliense:
O deputado federal Bispo Rodovalho, do PP-DF, cassado por infidelidade partidária na última quarta-feira e candidato à reeleição, apresentou um projeto para tentar modificar a lei que regulamenta o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Ele propõe que o dinheiro do fundo seja usado para financiar a construção de templos religiosos. Para ele, nada mais legítimo do que possibilitar aos brasileiros o uso desses recursos para ajudar a construir "agências de cidadania".
Resumo do golpe: a nova regulamentação vai permitir que os fiéis, em vez de utilizarem o dinheiro que economizam ao longo dos anos de trabalho para financiar, por exemplo, a casa própria, possam repassar suas economias para as igrejas. O projeto tramita em caráter conclusivo nas comissões e não precisa passar pelo crivo do plenário.
Eu já estou vendo os suspeitos de sempre na TV chorando e pedindo o dinheiro da pensão das viúvas e a aposentadoria suada dos trabalhadores para alguma semente de prosperidade para construir igrejas. Este país esta virando uma Sodoma e são evangélicos os líderes da devassidão.
Trízimo, oferta, oferta no cartão, no boleto, semente parcelada, semente do dinheiro do aluguel, carnê de patrocinador, de gideão e de coluna, dê o seu tudo na fogueira santa e, agora até o FGTS das pessoas! A sanha é tanta que vão acabar matando as mirradas galinhas dos ovos de ouro.
Você já parou pra pensar no bem que a graça faz ao próprio Deus?
Para entender isso, precisamos antes compreender o mal que nosso pecado Lhe faz. Veja o que o próprio Deus diz por intermédio de Isaías:
“...me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades” (Is.43:24b).
O pecado trouxe discórdia entre o homem e Deus, e afetou toda a criação. Para resolvê-lo, Deus teve que Se fazer um de nós, e arcar com as suas conseqüências. O que para nós é pura gratuidade, para Ele custou caríssimo. Portanto, não se trata de uma Graça barata.
Na seqüência da passagem, Ele diz:
“ Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro. Procura lembrar-me, entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que te possas justificar” (vv.25-26).
Ao assumir nosso lugar na Cruz, Ele passou uma borracha em todos os nossos pecados. E isso, não apenas por amor a nós, mas também por amor a Si mesmo. Ele não queria ter que carregar o peso dos nossos pecados em Sua lembrança para sempre. E ele nos desafia: “Procura lembrar-me...”
Em outra passagem, Ele afirma:
“Desfiz as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem. Torna-te para mim, pois eu te remi” (Is. 44:22).
Não há quem possa refazer o que Deus desfez. Os arquivos celestes foram totalmente deletados. E não há hacker que consiga recuperá-los. Não há backups! Perderam-se para sempre.
E se tentarmos tocar no assunto, Ele dirá: Não sei do que você está falando!
Para Deus, perdoar é esquecer: “Pois lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr. 31:34b).
É isso que a graça faz! Apaga totalmente nosso passado, zera nossa quilometragem.
Desde o momento em que somos regenerados, os erros cometidos em nossa ignorância já não são levados em conta (At.17:30). Não interessa o quão terríveis tenham sido nossos pecados lá trás. Acabou! Já não se ouve seu eco.
Se puxarmos nossa ficha celestial, leremos: NADA CONSTA!
Mas é aí que entra em cena o acusador de nossas almas. Ele já não nos pode acusar diante de Deus, como fazia até antes da Cruz. Porém, sabe como nos acusar perante o tribunal de nossa consciência.
Sobre isso, João diz em sua epístola: “Se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” (1 Jo.3:20).
Não importa a sentença proferida por nosso coração. Maior é Deus em cuja Palavra se diz que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm.8:1). Prefiro crer no que diz a Palavra do que no que diz o meu coração, sempre enganoso e incorrigível (Jr.17:9).
O problema é que Satanás tem seus mensageiros. Pessoas estrategicamente enviadas para nos relembrar o passado. Esses acham que podem curar a amnésia voluntária de Deus. Estão tentando ocupar o antigo emprego de Satanás na promotoria celeste.
Paulo teve que lidar com o tal mensageiro de Satanás, que vinha esbofeteá-lo, isto é, jogar na cara o seu passado. Depois de orar com insistência para que Deus lhe removesse aquele espinho na carne, o apóstolo ouviu dos lábios do Senhor: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co.12:9).
A resposta é sempre a mesma: A GRAÇA!
Não temos que recorrer a sessões de CURA INTERIOR, nem nos submeter à manipulação psicológica. Nada de REGRESSÃO!
Submeter o povo de Deus a isso é o mesmo que tentar ressuscitar o velho homem. Sem contar que é um insulto ao Espírito da Graça. Um ultraje ao Sangue precioso do Cordeiro de Deus.
Infelizmente, há muitos ministérios em nossos dias que são verdadeiros ministérios de condenação. Descobriram que as pessoas são ingênuas, e quanto mais as mantiverem sob o peso da culpa, mais facilmente as manipularão.
Estão ensinando que as pessoas precisam relembrar pecados cometidos até na infância, para que sejam perdoadas e curadas. Isto é um absurdo, e um crime contra o rebanho de Deus.
Somos novas criaturas! Coisas velhas já passaram, e tudo se fez novo! (2 Co.5:17).
Só avançaremos à medida que deixarmos para trás as coisas que para trás ficam (Fl.3:13). Deus não tem prazer em quem retrocede (Hb. 10:38-39).
E mais:
Que história é essa de que temos que perdoar a Deus? Deixa disso, para com isso... Deus jamais pecou! Quem precisa de perdão é quem peca.
Quem olha pra trás não é apto para o reino de Deus. A Graça nos convoca a focalizar naquilo que está diante de nós. Ela nos impulsiona para o futuro.
Relembrar o passado só faz distrair-nos do alvo.
Recuse-se a dar ouvidos a quem parece querer seu bem, mas no fundo, quer mesmo seus bens.
Hermes Fernandes é também culpado do que se faz aqui no Genizah
Ontem, meditando sobre superstição, me lembrei de uma história acontecida com a minha filha Raquel, quando essa tinha apenas uns 6 anos.
Chegou a pequena (não, pequena ela nunca foi... digamos, novinha) à escola, portando um garboso tênis, trazido na mala pelo avô de uma viagem aos Estados Unidos.
Acontece que a escola era confessional e com o problema de umas professoras cheias dessas teologias de botequim (que víamos já naquela época) que ao ver a menina, gritou:
"Raquelzinha, você precisa jogar fora esses tênis! Eles são do diabo!!!".
Imaginem a cena: a Raquelzinha, assustada, diante dos colegas, mas, tenho a certeza, mais pelo espanto da tia, que por medo do chifrudo.
"Por quê, tia?", disse ela.
"Porque esses desenhos ai são da nova era, símbolos do mal, do diabo e podem prejudicar você".
Não sei sabem, mas existem pessoas, ainda hoje, que curtem descobrir significados de desenhos - tribais, etc... - que, pretensamente têm significados ligados à magia e podem prejudicar, trazer males, e outros quetais...
Ela, do alto dos seus poucos anos de vida, mas cheia de convicção teológica - mais consistente, afirmo de certeza, do que a da professora, paga para incutir valores e formar gente que pensa, disse taxativamente:
"Tia, vou dizer uma coisa - eu aprendi que tudo o que é de Deus é meu e tudo o que é meu, agora pertence a Deus. Esse tênis pode ter sido feito, costurado, pelo próprio cão, mas se está no meu pé hoje, então pertence a Deus!".
E virou as coisas e foi-se orgulhosa do presente que ganhara do avô e de ter reafirmado a sua fé.
E é isso. Sem tirar nem por.
Ao invés de nos preocupar com o usurpador, prefiro - como a minha filha - olhar e ater-me ao que diz, pensa e faz o Criador. Mesmo que muitos, mas muitos mesmo, prestem a atenção de forma contrária, crendo que a coisa está invertida - o chifrudo é o senhor e o Deus da história, tadinho, tenta reverter o prejuízo.
A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. (Provérbios 16:18)
É muita soberba. Mas não é novidade. Tanta gente acreditando que tais “ungidões” tem uma reza mais forte do que a oração sincera e quebrantada de um crente normal.
E o Marco Feliciano, que tem poderes de guarda de trânsito celestial, que manda anjo descer, anjo subir, querubim montar guarda e por ai vai...
Julga que tem banda larga e direta com o Criador e, pior, a soberba é tal que denuncia no fim de sua oração que nem precisa pedir em nome de Jesus... Ele assina a oração. Quem pede aqui é o Marco Feliciano! Eita moral!
Se o cabra é assim vivo, quando for para a Glória vai querer sentar à direita de Deus Pai...
Depois ficam me dizendo que eu persigo o coitadinho...
O vídeo a seguir mostra a filmagem da morte ao vivo de um presbítero de 87 anos de idade, da Igreja Assembleia de Deus de Botucatu (SP). O vídeo tem 10:10 min. de duração e ali pelo 3:08min o presbítero dá seu último suspiro, enquanto uma moça canta o verso "Chegou a sua hora...". Meio minuto depois, o pastor percebe o acontecido e o culto prossegue, com alguma agitação atrás da cantora. Depois, o pastor lidera a congregação no cântico do hino "Mais Perto Quero Estar".
Abaixo, toda a explicação, que pode ser vista no Uma Vida com Deus, em Noticias/ Nota de Falecimento, relata todo o contexto do que ocorreu naquela noite:
Prezados irmãos e amigos, a paz do Senhor esteja com todos vós!
Realmente o vídeo no YouTube, não é possível acompanhar todo o ocorrido. Porém, aguardem que estamos dividindo o vídeo em partes para colocá-lo no ar.
Outros fatores marcaram esse episódio. No quarteirão da residência do irmão Anísio, ele era o único crente, e não se sabe até a presente data, a causa de uma queda de energia, ficando somente o quarteirão no escuro, e exatamente na hora da partida do irmão. Ou seja, Deus estava mostrando para a esposa do irmão Anísio, e para todos os seus vizinhos que uma luz se apagara naquele quarteirão...
Este irmão era presbítero (um cargo eclesiástico na igreja) um senhor com 87 anos de idade, que iria completar no dia 26/12, 88 anos. Um homem crente, temente e fiel a Deus. Seu desejo (e ele falava a todos) era partir para a eternidade dentro da igreja, e Deus lhe privilegiou. Permitindo sua partida, logo após ter pregado a palavra de Deus.
Não nos omitimos em socorro, apenas glorificamos a Deus, por ser SUPREMO e ABSOLUTO e faz o que melhor lhe apraz... Oxalá que minha partida para a Glória assim fosse!
Iniciamos o culto com a liturgia de sempre, e no momento das pregações, por ser um senhor idoso, e muito respeitado por todos, pedimos que nos trouxesse a pregação da noite, o que fez, como sempre, com brilhantismo... Inclusive, pregou no texto de João 11, sobre a ressurreição de Lázaro, dando ênfase nos vs. 25, 26, 43 e 44. O interessante, é que o irmão Anísio, possuía duas bíblias, a que trouxe para a Igreja no dia do seu falecimento, e diga-se, estava toda marcada com esferográfica vermelha, que ficou dentro da bíblia, e outra bíblia, que estudava em casa. Ao visitar sua esposa (não evangélica) esta mostrou-me a bíblia de estudos com as mesmas anotações, com um detalhe interessante, no versículo 44, quando termina o mesmo, o irmão Anísio faz um traço em vermelho, e escreve: Fim. (O que nos faz acreditar, que até ali, lhe fora permitido por Deus, falar, e nada mais...) Foi exatamente o que fez...
Após concluir sua prédica, (em todas as vezes que o irmão Anísio pregava, concluía suas palavras dizendo o seguinte: “Os irmãos continuem orando em meu favor para que eu tenha vida e saúde para continuar falando do grande amor de Deus”). Nesse dia, excepcionalmente, não disse o mesmo, mas disse: “Muito obrigado pela vossa atenção” e encerrou.
A Igreja, os pastores e boa parte da família do nosso querido e já saudoso irmão Anísio estiveram presente, inclusive, seu filho que é Pastor em S. Paulo no setor de Tucuruvi e neto do irmão Anísio, que também é Pastor junto com o pai em S.Paulo estiveram presentes. E ainda, um padre muito amigo do irmão Anísio se fez presente na hora do culto fúnebre.
Assentou-se em seu lugar de sempre, e falou comigo assim: “Pastor me perdoe se tomei muito tempo”, ao que lhe respondi: “Nem me peça perdão, o irmão não pecou, somente pregou a palavra de Deus, fique em paz”. E enquanto se ouvia um cântico, inclinou a cabeça, e ao levantá-la, partiu para a eternidade sem esboçar sequer um gemido, um ai, ou qualquer outra reação, simplesmente partiu... (espiritualmente, atente para o cântico, e ouça que a cantora canta “e chegou a tua hora” nesse momento o irmão parte...).
Temos o culto gravado sem edições e cortes, para, se necessário, em juízo, ser apresentado.
Ao detectarmos sua partida, verifiquei pulsação, batimentos cardíacos, embora não seja médico, mas pastor; e imediatamente, meu filho que é presbítero na Igreja, ligou para pedir auxilio do Corpo de Bombeiro (resgate) que se demoraram cerca de uns 10 minutos. Enquanto não chegavam, o deitamos nas cadeiras do púlpito, e senti desejo de adorar a Deus cantando, pois, cantamos quando nasce uma criança, mas também quando o Senhor recolhe ao descanso um servo Seu. Aguardamos a chegada dos bombeiros, que ao chegar ao templo verificaram que realmente o irmão Anísio já havia falecido, porém, comunicaram-nos, que iria levá-lo ao pronto socorro da UNESP em Botucatu, para a constatação da causa morte, o que fizeram. E não permiti que fosse filmado o corpo do nosso querido irmão deitado sobre as cadeiras e nem a retirada do mesmo pelo corredor central da Igreja, pois, estávamos ao vivo para o mundo todo pela nossa WebTV “Uma Vida com Deus”. Porém, respeitosamente, em silêncio total, pedimos que toda igreja se levantasse e num gesto humanitário e cristão, e aguardássemos a retirada do corpo de nosso irmão do templo. Como não tínhamos mais condições de continuar com o culto, finalizamos o mesmo, e mantivemos o Templo aberto para o velório, pois, era desejo do irmão Anísio ser velado na Igreja. Tão logo fosse liberado seu corpo.
Deus continue abençoando em Cristo Jesus a todos, que deste vídeo tomar conhecimento
Segundo relatos de pessoas, e enfermeiros no hospital, disseram que, quando o corpo do irmão era retirado do veículo de resgate e era conduzido ao PS, era como que uma luz estivesse adentrando de corredor adentro do hospital... E perguntaram o que era aquilo?. E foi dito, que ele era um crente em Jesus, disseram: “só podia ser...”
Pastor Rúben Oliveira Lima - Igreja Assembléia de Deus em Botucatu – São Paulo