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O grande senso de humor de Spurgeon
Histórias de Charles Haddon Spurgeon - Parte III
16 de Agosto/Segunda Feira

Muitos evangélicos conhecem bem o lado austero de C.H. Spurgeon e sua séria busca de uma vida santa. Certamente, sua firmeza quanto às causas corretas, e o confronto com erros doutrinários são freqüentemente relatados. Muitos leitores podem não saber que ele era um homem com grande sensor de humor. Spurgeon conhecia o valor da risada e da diversão. Ele virtualmente colocou em seu coração a palavra de Provérbios 17.22: “O coração alegre é remédio eficiente”.

Spurgeon ria tanto quanto podia. Ele ria das ironias da vida, ria dos incidentes cômicos, ria de elementos engraçados da natureza. Ele ria algumas vezes de seus críticos. Ele adorava dividir suas piadas com os amigos e colegas de ministério. Ele era conhecido por contar histórias engraçadas do púlpito. William Williams, um pastor amigo que fazia companhia a ele, era um amigo próximo e querido nos últimos anos da vida de Spurgeon. Ele escreveu:

Que efervescente fonte de humor o Sr. Spurgeon tinha! Eu ri mais, realmente acredito, quando estive em sua companhia do que durante todo o resto de minha vida. Ele tinha o mais fascinante dom do riso... e ele tinha também uma habilidade ainda maior de fazer todos os seus ouvintes rirem com ele. Quando alguém o condenava por dizer coisas engraçadas em seus sermões, ele dizia ‘ele não me condenaria se ele apenas soubesse quantas delas eu escondi'

Spurgeon considerava o humor como uma parte tão integral em seu ministério que um capítulo inteiro de sua autobiografia é dedicado a isto. Humor permeava os seus sermões e escritos, freqüentemente costurados nos tecidos das suas mensagens. Esta é uma razão entre muitas do por que ele ainda é tão agradável de ler hoje em dia.

A terapia do riso


Spurgeon conhecia a bênção do tratamento de humor. Ele freqüentemente falava de sua doença em termos humorísticos: “Estou tendo dores fortes”, ele escreveu a um amigo, “mas estou me recuperando. Apenas minhas costas estão quebradas, e preciso de uma nova vértebra” . Uma vez, quando estava sentindo-se deprimido, ele falou do remédio do riso:

Outra tarde, eu estava caminhando para casa depois de um dia duro de trabalho. Eu me senti exausto e dolorosamente deprimido, quando de repente este texto veio a mim, ‘Minha graça é suficiente para ti'. Eu cheguei em casa e olhei no original, e finalmente isto veio a mim desta forma. ‘Minha graça é suficiente para TI'. E então eu disse ‘devo pensar que é, Senhor', e comecei a rir. Eu nunca entendi o que a risada santa de Abraão era até então. Pareceu tornar a incredulidade tão absurda... Oh irmãos, sejam grandes crentes. A pequena fé levará suas almas ao céu, mas a grande fé trará o céu às suas almas”

Algumas vezes o humor de Spurgeon quase chegou ao cinismo – como na época em que estava envolvido na controvérsia da regeneração batismal. Quando lidou com os clérigos da Igreja da Inglaterra por causa da crença deles na regeneração batismal, Spurgeon instalou uma fonte batismal como um bebedouro para pássaros em seu quintal. Ele referiu-se a isso como “os espólios da guerra”. Embora o grande “Príncipe dos Pregadores” possa ter passado dos limites com esta, na maioria das vezes seu humor era equilibrado e apropriado.

Riso: uma atividade necessária

Rir é uma atividade importante na vida de um líder. É uma terapia muito necessária para cargos que são frequentemente atacados com o stress e as dificuldades do dia-a-dia. Certamente existe uma hora para ser sério, quando encaramos muitas situações duras em nossas vidas e ministérios. Porém, precisamos aprender como experimentar o alívio do riso. Parte do problema é que muitos de nós nos levamos muitíssimo a sério. Quando esquecemos que Deus tem um senso de humor, precisamos fazer com um líder sugeriu – dar uma olhada no espelho!

Spurgeon conhecia o valor do riso e do humor. Em tempos duros e tempos de doença, o humor era um meio de ele tratar com sua situação. Era um mecanismo eficiente para ele. Sempre existirão épocas de tristeza e alegria para o líder consciente. Porém, o líder que aprende a equilibrar os dois aprenderá a disciplina de empregar o riso e a alegria em sua vida. Isto pode fazer uma diferença muito grande no cumprimento e propósitos do seu serviço ao Senhor.

http://www.monergismo.com/textos/chspurgeon/medicina_riso_spurgeon.htm

Fonte:http://renatovargens.blogspot.com/


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A mulher que pensava não amar a Cristo
Histórias de Charles Haddon Spurgeon - Parte II
15 de Junho/Terça Feira

Charles Spurgeon conta a experiência vivida ao visitar uma mulher cuja fé, uma vez brilhante, havia sido encoberta por uma nuvem que provocara um eclipse total. Disse ela a Spurgeon: "Minha fé acabou. Eu não sinto mais qualquer amor verdadeiro por Cristo."

Spurgeon era um homem sábio. Ele não discutiu e nem rebateu o que a senhora lhe havia dito. Apenas pegou uma folha de papel e dirigiu-se até a janela. Nele ele escreveu: "Eu não amo o Senhor Jesus Cristo." Retornando ao lugar onde estava a mulher, deu-lhe o papel e o lápis e falou: "Assine isto." Ao ler o que estava escrito ela começou a chorar. "Não é verdade. Eu não vou assinar e sim rasgar em muitos pedaços." Spurgeon disse: "Você disse que não o amava." Ao que ela respondeu: "Sim, mas eu não posso assinar isto." "Bem, então," prosseguiu Spurgeon, "eu concluo que, pelo contrário, você o ama afinal." "Sim, sim," ela exclamou, "eu percebo isto agora! Eu o amo. Cristo sabe que eu O amo!"

Nenhuma pessoa, tendo tido uma experiência pessoal com o Senhor Jesus, é capaz, mesmo diante das agruras que a vida oferece, de deixar de amá-lo um instante sequer. Ele se deu por todos nós, sofreu aflições muito maiores, para transformar nosso viver e nos dar vida com abundância. É possível que haja pessoas que, mesmo vivendo longos anos dentro de uma igreja, cantando no coro, participando das reuniões de oração e evangelismo, nunca tenham tido uma experiência pessoal com o Salvador. Esses não sentiram o amor do Senhor e não vivenciaram a maravilha de poder amá-lo. Mas, com toda a certeza, tanto esses como aqueles que nem mesmo estiveram participando de algum grupo cristão, ao se colocarem na presença do Senhor e sentirem as carícias de seu amor, jamais dele quererão se afastar e nem seriam capazes de assinar aquele papel escrito por Spurgeon.

O amor de Cristo colocado em nossos corações dura para sempre e não há nada neste mundo que possa substituí-lo ou ocupar o seu lugar.

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com



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A Prostituta que queria se suicidar
04 de Junho/Sexta Feira

Histórias de Charles Haddon Spurgeon


Uma prostituta tinha decidido se suicidar. Determinada ela se dirigiu a Ponte de Blackfriars, com o intuito de se jogar no rio Tamises. Entretanto, o caminho escolhido a levou a passar em frente à Capela de New Park Street. Sentido-se atraída pelo que acontecia no interior da igreja, decidiu entrar por uns momentos.

No Templo estava a pregar Charles Haddon Spurgeon o qual dissertava sobre o texto: “Vêem esta mulher?” Naquele instante enquanto falava do Evangelho eterno a respeito de uma mulher de uma antiga cidade, que era notória pecadora, a qual descreveu regando os pés de Jesus com suas lágrimas e enxugando-os com seus cabelos, Spurgeon afirmara com autoridade que Jesus a perdoara por amor. Tendo ouvido isto e pensando em sua própria vida, a suicida em potencial, se arrependeu de seus pecados encontrando em Cristo paz e alegria para sua alma cansada.

Fonte: http://renatovargens.blogspot.com

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Cracolândia – Drogas, problemas e esperança
28 de Abril/Quarta Feira

Localizada no centro de São Paulo, a Cracolândia é uma ferida aberta a revelar o terror do universo dos drogados no estado mais bruto. Em alguns pontos, os viciados tomam completamente o espaço público, calçadas e ruas, chegando a dificultar o trânsito de carros. O vai e vem é interminável. Diante do quadro de penúria dos corpos mutilados pelo crack, tem-se a impressão de estar diante de zumbis. A droga descola as pessoas da realidade. Luz ou noite, tudo igual. Passam dias sem comer ou dormir. O pouco que resta do raciocínio é totalmente devotado ao esforço de obter mais droga.


Furto, prostituição, mendicância. Tudo gira em torno da droga. O mundo prefere pensar que a este local não existe. Mas existe. É a realidade de milhares. Presos em uma armadilha de onde não se sai sozinho e a ajuda é escassa. O estado não assume a tarefa e esta é uma missão que poucos crentes têm a coragem e o preparo para enfrentar.

Na mente dos missionários atuando no local está a certeza de que esta é a vontade do Senhor, pois foi em cenários parecidos que Jesus atuou quando cruzou os limites das colônias de leprosos e das áreas marginalizadas durante Seu tempo entre nós.

Raspa do chifre do diabo


O Crack é um subproduto da Cocaína que até a última década era descartado devido a sua toxidade extremada até para os padrões dos traficantes. Atualmente, a droga é largamente vendida e é fumada em cachimbos improvisados. O Crack é uma droga poderosa que consome o físico e a mente e mata a maioria dos usuários em pouco tempo. O seu baixo preço a faz a droga dos mais pobres e marginalizados.

Alguns especialistas dizem que devido ao baixíssimo nível sócio-econômico do consumidor de crack e, consequentemente, a sua pouca expressão social, falta vontade política às autoridades para tomarem providências efetivas. Até mesmo o combate ao comércio da droga, não parece gerar interesse no poder público, como ocorre quando se trata de combater crimes de maior visibilidade.

As iniciativas do poder público no sentido de abordar a questão não passam da retórica. Quem tem feito a diferença são os cristãos evangélicos atuando no local. Já há vários grupos trabalhando na área e estão obtendo bons resultados em prol da vida e do Reino.

Um dos projetos no local desde o início de 2009 é o Radicais Brasil da Junta de Missões Nacionais, dos Batistas. Liderados pelo casal de missionários Humberto e Soraya Machado, o grupo circulou entre becos e favelas da capital, mostrando aos marginalizados que há esperança, apesar das circunstâncias.

Caminhar lado a lado com a população de rua, demonstrando interesse por suas vidas foi essencial para que o projeto se desenvolvesse. Logo nas primeiras ações, os Radicais presentearam com um par de muletas uma moradora de rua – grávida de sete meses e com uma fratura na perna, já que a sua havia sido roubada. “Ela chorava muito, e nós, que estávamos ali naquele momento, tínhamos que dar uma solução. Oramos, conversei com ela e pedi que me aguardasse. Voltaríamos com a resposta. Era desafiador… a garota não tinha como sair daquele lugar”, explicou Soraya. Mais tarde, a solução: um novo par de muletas. Daí por diante a confiança estava estabelecida. Ouviam-se dos marginalizados comentários do tipo: “Eles são sérios e fazem um excelente trabalho… eles são de Deus!”.

Os frutos que surgem precisam de um acompanhamento diário, sendo, em sua maioria, encaminhados para casas de recuperação, onde também recebem o discipulado. No trabalho com marginalizados, não basta retirar as pessoas das ruas. É necessário alcançar o foco do problema. Por isso, foi preciso alargar a tenda, alcançando também a Comunidade do Moinho, local de onde vem grande parte das drogas consumidas na Cracolândia. Paralelamente ao trabalho espiritual, os Radicais realizam atendimentos sociais, tais como cortes de cabelo, orientações médicas e atendimento diferenciado às crianças. Como resultado desse período de atuação, algumas famílias já se decidiram por Cristo.

O testemunho de G


Um dos frutos gerados na Cracolândia é a jovem G. Em julho de 2009, soube da atuação dos Radicais e decidiu procurá-los a fim de encontrar libertação. Apesar de tímida, contou que havia deixado a Bahia após algumas desavenças familiares. Chegando a São Paulo, se virou como pôde para se alimentar e conseguir abrigo. No crack viu a forma mais barata para fugir dos problemas, mas o que não sabia era que essa viagem custaria nada menos que anos de vida. Contou que tinha uma filha, que era cuidada por uma amiga. Quando dava, fazia uma breve visita para controlar a saudade, mas a tentação das drogas falava mais alto, fazendo-a retornar às ruas. Felizmente, após ser encaminhada para uma casa de recuperação, G. encontrou um novo caminho e, no dia 27 de Dezembro de 2009, confirmou sua decisão por Cristo, descendo às águas batismais na Primeira Igreja Batista de São Paulo (igreja que dá o apoio logístico e institucional ao projeto). A emoção foi grande e a certeza de se estar no caminho certo ainda maior.

Fonte: Gnotícias Related Posts with Thumbnails
Pr. Silas muda nome da A D da Penha
22 de Abril/Quinta Feira

As igrejas Assembleia de Deus da Penha mudarão o nome. A partir do próximo mês, elas passarão a se chamar Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o mesmo nome do Ministério do Pr. Silas Malafaia.

Conversamos com o Pr. Paulo Vieira, auxiliar da Assembleia de Deus da Penha, que nos explicou a mudança.

‘Hoje existem mais de 80 igrejas espalhadas pelo RJ em diferentes bairros, e fica estranho uma Assembleia de Deus da Penha, no bairro da Barra da Tijuca, por exemplo, ou em qualquer outra região do Estado ou até mesmo do país’, declarou o Pr. Paulo.

Por este motivo, seguindo o estatuto da Igreja, foi sugerida a alteração do nome na última terça (20) em Assembleia Geral presidida pelo Pr. Silas Malafaia, na sede da ADPenha, que contou com a presença dos membros da igreja, presbíteros, pastores e os dirigentes de todas as filiais que por unanimidade aceitaram a mudança.

A denominação permanece Assembleia de Deus, apenas o ministério será alterado de 'Penha' para 'Vitória em Cristo'.

Na próxima semana haverá uma nova reunião para a finalização de alguns detalhes e o início da alteração física e jurídica. A previsão é que até o final do mês de maio todas as ADPenha já tenham seus 'letreiros' alterados para: Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Fonte: http://www.ogalileo.com.br Related Posts with Thumbnails
Aprendendo a nossa História
Martinho Lutero


Biografia.
Martinho Lutero nasceu em 10 de novembro de 1483, em Eisleben, Alemanha. Foi criado em Mansfeld. Na sua fase estudantil, foi enviado às escolas de latim de Magdeburg(1497) e Eisenach(1498-1501). Ingressou na Universidade de Erfurt, onde obteve o grau de bacharel em artes (1502) e de mestre em artes (1505).
Seu pai, um aldeão bem sucedido pertencente a classe média, queria que fosse advogado. Tendo iniciado seus estudos, abruptamente, os interrompeu entrando no claustro dos eremitas agostinianos em Erfurt. É um fato estranho na sua vida, segundo seus biógrafos. Alguns historiadores dizem que este fato aconteceu devido a um susto que teve quando caminhava de Mansfeld para Erfurt. Em meio a uma tempestade, quase foi atingido por um raio. Foi derrubado por terra e em seu pavor, gritava "Ajuda-me Santa Ana! Eu serei um monge!". Foi consagrado padre em 1507.
Entre 1508 e 1512, fez preleções de filosofia na Universidade de Wurtenberg, onde também ensinou as Escrituras, especializando-se nas Sentenças de Pedro Lombardo. Em 1512 formou-se Doutor em Teologia.
Fazia conferências sobre Bíblia, especializando-se em Romanos, Gálatas e Hebreus. Foi durante este período que a teologia paulina o influenciou, percebendo os erros que a Igreja Romana ensinava, à luz dos documentos fundamentais do cristianismo primitivo.
Lutero era homem de envergadura intelectual e habilidades pessoais. Em 1515, foi nomeado vigário, reponsável por onze mosteiros. Viu-se envolvido em controvérsias com respeito a venda de indulgêngias.
Suas Lutas Pessoais.
Lutero estava galgando os escalões da Igreja Romana e estava muito envolvido em seus aspectos intelectuais e funcionais. Por outro lado, também estava envolvido em questões pessoais quanto à salvação pessoal. Sua vida monástica e intelectual não forneciam resposta aos seus anseios interiores, às suas aflitivas indagações.
Seus estudos paulinos deixaram-no mais agitado e inseguro, particularmente diante da afirmação "o justo viverá pela fé", Rm 1:17. Percebia ele que a Lei e o cumprimento das normas monásticas, serviam tão-somente para condenar e humilhar o homem, e que nesta direção não se pode esperar qualquer ajuda no tocante à salvação da alma.
Martinho Lutero, estava trabalhando em "repensar o evangelho". Sendo monge agostiniano, fortemente influenciado pela teologia desta ordem monástica, paulina quanto aos seus pontos de vista, Lutero estava chegando a uma nova fé, que enfatizava a graça de Deus e a justificação pela fé.
Esta nova fé tornou-se o ponto fundamental de sua preleções. No seu desenvolvimento começou a criticar o domínio da filosofia tomista sobre a teologia romana. Ele estudava os escritos de Agostinho, Anselmo e Bernardo de Claraval, descobrindo nestes, a fé que começava a proclamar. Staupitz, orientou-o para que estudasse os místicos, em cujos escritos se consolou.
Em 1516, publicou o devocionário de um místico desconhecido, "Theologia Deutsch". Tornou-se pároco da igreja de Wittenberg, e tornou-se um pregador popular, proclamando a sua nova fé. Opunha-se a venda de indulgências comandada por João Tetzel.
As Noventa e Cinco Teses.
Inspirado por vários motivos, particularmente a venda de indulgêngias, na noite antes do Dia de Todos os Santos, a 31 de outubro de 1517, Lutero afixou na porta da Igreja de Wittenberg, sua teses acadêmicas, intituladas "Sobre o Poder das Indulgências". Seu argumento era de que as indulgências só faziam sentido como livramento das penas temporais impostas pelos padres aos fiéis. Mas Lutero opunha-se à idéia de que a compra das indulgências ou a obtenção das mesmas, de qualquer outra maneira, fosse capaz de impedir Deus de aplicar as punições temporais. Também dizia que elas nada têm a ver como os castigos do purgatório. Lutero afirmava que as penitências devem ser praticadas diariamente pelos cristãos, durante toda a vida, e não algo a ser posto em prática apenas ocasionalmente, por determinação sacerdotal.
João Eck, denunciou Lutero em Roma, e muito contribuiu para que o mesmo fosse condenado e excluído do Igreja Romana. Silvester Mazzolini, padre confessor do papa, concordou com o parecer condenatório de Eck, dando apoio a este contra o monge agostiniano.
Em 1518. Lutero escreveu "Resolutiones", defendendo seus pontos de vista contra as indulgências, dirigindo a obra diretamente ao papa. Entretanto, o livro não alterou o ponto de vista papal a respeito de Lutero. Muitas pessoas influentes se declararam favoráveis a Martinho Lutero, tornando-se este então polemista popular e bem sucedido. Num debate teológico em Heidelberg, em 26 de abril de 1518, foi bem sucedido ao defender suas idéias.
Reação Papal.,
A 7 de agosto de 1518, Lutero foi convocado a Roma, onde seria julgado como herege. Mas apelou para o príncipe Frederico, o Sábio, e seu julgamento foi realizado em território alemão em 12/14 de outubro de 1518, perante o Cardeal Cajetano, em Augsburg. Recusou-se a retratar-se de suas idéias, tendo rejeitado a autoridade papal, abandonando a Igreja Romana, o que ficou confirmado num debate em Leipzig com João Eck, entre 4 e 8 de julho de 1519.
A partir de então Lutero declara que a Igreja Romana necessita de Reforma, publica vários escritos, dentre os quais se destaca "Carta Aberta à Nobreza Cristã da Nação Alemã Sobre a Reforma do Estado Cristão". Procurou o apoio de autoridades civis e começou a ensinar o sacerdócio universal dos crentes, Cristo como único Mediador entre Deus e os homens, e a autoridade exclusiva das Escrituras, em oposição à autoridade de papas e concílios. Em sua obra "Sobre o Cativeiro Babilônico da Igreja", ele atacou o sacramentalismo da Igreja. Dizia que pelas Escrituras só podem ser distinguidos dois sacramentos o batismo e a Ceia do Senhor. Opunha-se à alegada repetida morte sacrificial de Cristo, por ocasião da missa. Em outro livro, "Sobre a Liberdade Cristã", ele apresentou um estudo sobre a ética cristã baseada no amor.
Lutero obteve grande popularidade entre o povo, e também considerável influência no clero.
Em 15 de julho de 1520, a Igreja Romana expediu a bula Exsurge Domine, que ameaçava Lutero de ser excomungado, a menos que se retratasse publicamente. Lutero queimou a bula em praça pública. Carlos V, Imperador do Santo Império Romano, mandou queimar os livros de Lutero em praça pública.
Lutero compareceu a Dieta de Worms, de 17 a 19 de abril de 1521. Recusou-se a retratação, dizendo que a sua consciência estava presa à Palavra de Deus, pelo que a retratação não seria seguro nem correto. Dizem os historiadores que concluiu a sua defesa com estas palavras : "Aqui estou; não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém". Respondendo a Dieta em 25 de maio de 1521, formalizou a excomunhão de Martinho Lutero, e a Reforma nascente também foi condenada.
Influência Política e Social. Por medidas de precaução, Lutero este recluso no castelo de Frederico, o Sábio, cerca de 10 meses. Teve tempo de trabalhar na tradução do Novo Testamento para a língua alemã. Esta tradução foi publicada em 1532. Com a ajuda de Melancton e outros, a Bíblia inteira foi traduzida, e, então, foi publicada em 1532. Finalmente, essa tradução unificou os vários dialetos alemães, do que resultou o moderno alemão.
Tem-se dito que Lutero foi o verdadeiro líder da Alemanha, de 1521 até 1525. Houve a Guerra dos Aldeões em 1525, das classes pobres contra os seus líderes. Lutero tentou estancar o derramento de sangue, mas, quando os aldeões se recusaram a ouví-lo, ele apelou para os príncipes a fim de restabelecerem a paz e a ordem.
Fato notável foi o casamento de Lutero, com Catarina von Bora, filha de família nobre, ex-freira cisterciana. Tiveram seis filhos, dos quais alguns faleceram na infância. Adotou outros filhos. Este fato serviu para incentivar o casamento de padres e freiras que tinham preferido adotar a Reforma. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana.
Houve controvérsia entre Lutero e Erasmo de Roterdã, que nunca deixou a Igreja Romana, por causa do livre-arbítrio defendido por este. Apesar de admitir que o livre-arbítrio é uma realidade quanto a coisas triviais, Lutero negava que fosse eficaz no tocante à salvação da alma.
Outras Obras.
Em 1528 e 1529, Lutero publicou o pequeno e o grande catecismos, que se tornaram manuais doutrinários dos protestantes, nome dado aqueles que decidiram abandonar a Igreja Romana, na Dieta de Speyer, em 1529.
Juntamente com Melancton e outros, produziu a confissão de Augsburg, que sumaria a fé luterana em vinte e oito artigos. Em 1537, a pedido de João Frederico, da Saxônia, compôs os Artigos de Schmalkald, que resumem seus ensinamentos.
Enfermidade e Morte.
Os últimos dias de Lutero tornaram-se difíceis devido a problemas de saúde. Com frequência tinha acesso de melancolia profunda. Apesar disso era capaz de trabalhar tenazmente. Em 18 de fevereiro de 1546, em Eislebem, teve um ataque do coração, vindo a falecer.
A Teologia de Lutero.
Como monge agostiniano, Lutero dava preferência a certos estudos, dentre os quais se destacam a soberania de Deus, dando uma abordagem mais bíblica às questões religiosas e às doutrinas cristãs. Alguns pontos defendidos por Lutero são :
1 - nem o papa nem o padre, tem o poder de remover os castigos temporais de um pecador.
2 - a culpa pelo pecado não pode ser anulada por meio de indulgências.
3 - somente um autêntico arrependimento pode resolver a questão da culpa e do castigo, o que depende única e exclusivamente de Cristo.
4 - só há um Mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo.
5 - não há autoridade especial no papa.
6 - as decisões dos concílios não são infalíveis.
7 - a Bíblia é a única autoridade de fé e prática para o cristão.
8 - a justificação é somente pela fé.
9 - a soberania de Deus é superior ao livre-arbítrio humano.
10 - defendia a doutrina da consubstanciação em detrimento da transubstanciação.
11 - há apenas dois sacramentos : o batismo e a ceia do Senhor.
12 - opunha-se a veneração dos santos, ao uso de imagens nas Igrejas, às doutrinas da missa e das penitências e ao uso de relíquias.
13 - contrário ao celibato clerical.
14 - defendia a separação entre igreja e estado.
15 - ensinava a total depravação da natureza humana.
16 - defendia o batismo infantil e a comunhão fechada.
17 - defendia a educação dos fiéis em escolas paroquianas.
18 - repudiava a hierarquia eclesiástica.

Fonte: A Palavra Related Posts with Thumbnails